Portinho insiste em impeachment no STF e dispara: “O sistema expurga”
Senador do PL cita articulação no Senado e volta a defender mudança na composição da Corte
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) voltou a defender, nesta segunda-feira, 30, a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que seguirá pressionando pela pauta dentro da Casa. Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar também falou em resistência do sistema político a esse tipo de iniciativa.
“Sim. Sou líder do PL no Senado, autor e assinei diversos pedidos de impeachment de ministros do STF; lutei para alcançarmos as 41 assinaturas de apoio e da tribuna brigo pela sua abertura”, afirmou.
Portinho associou a ofensiva contra ministros do Supremo a uma proposta de mudança estrutural na Corte. “Também sou autor da PEC 45/25 que quer devolver o STF à magistratura de carreira para que seja um órgão técnico e menos político. O sistema expurga. Fato”, declarou. A proposta de emenda à Constituição apresentada pelo senador pretende alterar o modelo atual de indicação dos ministros do STF, hoje feita pelo presidente da República e aprovada pelo Senado. A ideia é restringir as escolhas a integrantes da magistratura de carreira.
A fala reforça discurso recorrente entre parlamentares da oposição, que apontam dificuldades para avançar com pautas relacionadas ao Supremo no Congresso. Nos bastidores, pedidos de impeachment contra ministros da Corte têm sido apresentados com frequência, mas não avançam na tramitação.
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O senador Portinho encerrou a declaração em tom de mobilização política e com apoio ao pré-canditado a presidêndia da república pelo Partido Liberal. “Mas não desistiremos do nosso Brasil! Venceremos com Flávio Bolsonaro [na disputa]”, concluiu,
Eduardo Bolsonaro nos EUA
Na mesma linha, Eduardo Bolsonaro, afirmou na última sexta-feira, 27, que o ministro Alexandre de Moraes será alvo de processo de impeachment, caso a direita conquiste maioria no Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos.
O ex-deputado, que reside nos EUA desde fevereiro de 2025, apresentou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o “próximo presidente do Brasil” e traçou um plano político em caso de vitória eleitoral do campo conservador. “Existe um prognóstico que vamos ter a maioria no Senado”, disse. “Os futuros senadores vão ‘impichar’ o Alexandre de Moraes. Vamos chutar para fora esses juízes corruptos”.
Eduardo Bolsonaro foi além e anunciou que, no dia seguinte a uma eventual destituição de Moraes, ingressaria com ação judicial contra o ministro: “No dia seguinte, eu vou processar ele pela prisão, pelos crimes que ele cometeu e por quando ele me processou por crimes que eu não cometi”, afirmou.
O ex-parlamentar relatou ao público da CPAC que tem contas bancárias bloqueadas e que o passaporte lhe foi retirado. Disse também ter perdido o mandato de deputado federal por ausências, após deixar o Brasil.
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