Polícia prende suspeito de monitorar presídios com drones
Investigação de dois meses levou à detenção em Guarulhos de homem que divulgava a rotina de unidades prisionais de São Paulo e Pernambuco em plataformas digitais
Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam um indivíduo que utilizava drones para registrara rotina de estabelecimentos prisionais, que era publicada em plataformas. A detenção ocorreu na manhã da última quarta-feira, 5, no bairro Vila Rio, em Guarulhos, por meio do cumprimento de mandados judiciais.
O homem estava sendo investigado há aproximadamente dois meses, desde que o Sistema de Administração Penitenciária (SAP) tomou conhecimento dos fatos. A SAP havia detectado que filmagens de sistemas prisionais paulistas estavam sendo compartilhadas em diversos perfis de mídias sociais.
“Fofocalizando” das penitenciárias?
O trabalho foi conduzido pela 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber). Os agentes identificaram o autor das postagens e, em seguida, cumpriram o mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Na residência do detido, a polícia encontrou dois drones. Estes equipamentos aéreos continham gravações de 21 penitenciárias localizadas no estado de São Paulo.
Havia também nos dispositivos o registro de mais duas unidades prisionais situadas em Pernambuco, totalizando 23 estabelecimentos monitorados. O indivíduo responsável pelas imagens não possuía a licença necessária para pilotar os drones, nem tinha permissão para filmar as unidades.
O material capturado detalhava a estrutura completa dos presídios, assim como a rotina interna. As filmagens mostravam atividades dos detentos, os trabalhos realizados e a troca de turno dos agentes penitenciários. O conteúdo divulgado comprometia a segurança dos locais.
Os investigadores apreenderam, além dos drones, dois telefones celulares, um pen-drive e um computador. O suspeito já possuía antecedentes criminais registrados nos sistemas policiais.
Homem tem passagem pela polícia
Em consulta aos registros, verificou-se que o indivíduo tinha passagens pela polícia por furto, estelionato e violência doméstica.
O caso foi formalmente registrado na 4ª Delegacia da DCCiber, que pertence ao Deic. As acusações incluem cumprimento de mandado, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, violação de domicílio, divulgação de segredo e direção não licenciada de aeronave.
A autoridade policial solicitou que a custódia em flagrante fosse convertida em prisão preventiva. A polícia também enviou um ofício ao Poder Judiciário para solicitar a remoção imediata dos perfis que divulgavam as imagens das prisões nas plataformas digitais.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)