Pneu careca leva o carro para o pátio? O que a lei de 2026 diz
Saiba o que o Código de Trânsito Brasileiro determina sobre a segurança dos pneus e quais são as consequências reais de ser parado em uma fiscalização
Dirigir com o pneu careca é uma das infrações que mais gera dúvidas em abordagens policiais em 2026. A resposta direta é que o condutor recebe uma multa de natureza grave, mas a continuidade da viagem depende da avaliação do agente sobre a segurança. Embora o termo “apreensão” tenha sido tecnicamente substituído por “retenção” na legislação recente, o resultado prático pode ser o mesmo: o veículo ser levado para o pátio se oferecer risco imediato.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o veículo deve estar em condições seguras de conservação. Quando um pneu atinge o limite de desgaste, ele perde a capacidade de drenar água e de garantir a aderência necessária para frenagens de emergência. Por isso, a fiscalização é rigorosa e foca em evitar acidentes graves, especialmente em períodos de chuva.
O que a lei estabelece para pneus em mau estado
Segundo o Artigo 230 do CTB, conduzir o veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, é uma infração grave. Em 2026, o valor da multa para essa irregularidade é de R$ 195,23, além da soma de cinco pontos na carteira de habilitação do proprietário do veículo.
A penalidade não se limita apenas ao valor financeiro. O agente de trânsito tem o dever de aplicar a medida administrativa de retenção do veículo para regularização. Isso significa que o carro fica retido até que o problema seja sanado. Se o motorista não puder trocar o pneu no local da abordagem, o veículo é guinchado para um depósito credenciado.

Retenção ou guincho: o que acontece na hora da blitz
Diferente de problemas com documentos, que em alguns casos permitem a liberação para regularização posterior, o pneu careca é considerado um item de segurança crítica. Se a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ou agentes de trânsito urbanos entenderem que o carro oferece risco à vida do condutor e de terceiros, a liberação do veículo é proibida.
Nessa situação, o motorista enfrenta custos que vão além da multa, incluindo as taxas de guincho e as diárias do pátio. A única forma de evitar o recolhimento do veículo é realizar a troca do pneu ou da roda ali mesmo, durante a fiscalização, o que raramente é possível para a maioria dos condutores no momento da abordagem.
Como saber se o pneu está careca (Regra do TWI)
Para evitar problemas com a lei e garantir a segurança da sua família, existe um indicador visual simples chamado TWI (Tread Wear Indicator). São pequenos ressaltos de borracha que ficam dentro dos sulcos do pneu. Se o desgaste da borracha chegar ao mesmo nível desses ressaltos, o pneu é legalmente considerado careca.
A profundidade mínima permitida por lei é de 1,6 milímetros. Abaixo disso, o pneu já não oferece segurança para trafegar, aumentando drasticamente o risco de aquaplanagem e aumentando a distância necessária para o carro parar totalmente em uma frenagem.

Riscos de segurança e responsabilidade do motorista
Além das multas e do risco de retenção, o motorista que trafega com pneus gastos assume uma responsabilidade civil e criminal. Em caso de acidente causado por falta de manutenção, o seguro pode se recusar a pagar a indenização, alegando negligência do proprietário.
Um conjunto de pneus em boas condições garante o conforto ao dirigir, a economia de combustível e, principalmente, a certeza de que você não terá seu cronograma interrompido por uma remoção forçada do veículo em uma fiscalização de rotina.
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