Plano econômico de Zema inclui privatizações e jornada flexível
Secretário de Guedes no governo Bolsonaro coordena projeto
Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) apresenta em 16 de abril o programa econômico de sua candidatura que prevê, entre outras coisas, jornada de trabalho remunerada por hora, sem limite, e a privatização de todas as empresas estatais, incluindo Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, diz a Folha.
A coordenação econômica está a cargo do empresário Carlos da Costa, ex-secretário de Produtividade do Ministério da Economia no governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele disse ao jornal paulistano:
“A gente tem um mantra: fazer o brasileiro prosperar e o dinheiro voltar a valer.”
Entre as propostas está também a ampliação do teto do Simples, hoje de R$ 4,8 milhões anuais. Outra prioridade é a redução radical de gastos do governo, incluindo ministérios.
O programa também prevê flexibilização da jornada de trabalho, com remuneração por hora e desoneração total da folha salarial, em contraponto a propostas de regulação como o fim da escala 6×1.
Segundo Costa, o objetivo é “libertar o trabalhador do governo”.
Na área da Previdência, a proposta é criar uma regra permanente para garantir a sustentabilidade do sistema, ajustando-o ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros. O programa defende ainda abertura comercial total e novos acordos internacionais, dentro do Mercosul.
Para reduzir a dívida pública, o plano prevê a privatização integral das estatais, algo que não foi concluído no governo de Jair Bolsonaro.
Novo
Zema oficializou, em 22 de março, sua renúncia ao cargo de governador de Minas Gerais, passando o comando do estado ao vice Mateus Simões (PSD).
A decisão permite que ele se dedique integralmente à pré-campanha presidencial, dentro do prazo legal de desincompatibilização.
Na última segunda, Zema comentou as especulações sobre uma eventual ida para o PSD após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciar que não disputará a Presidência.
Em publicação no X, Zema agradeceu a “lembrança”, mas afirmou que não entrou na política “por um projeto de poder pessoal”.
“Recebi mensagens perguntando se eu sairia do NOVO. Alguns disseram que eu deveria ficar feliz por ser cobiçado por outros partidos. Agradeço a lembrança, mas não entrei na política por um projeto de poder pessoal. Minha pré-candidatura é baseada no que o Novo representa”, diz trecho.
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Comentários (2)
Edmilson Siqueira
29.03.2026 09:06Só pelo fato de querer privatizar as estatais todas já merece o meu voto.
Se o Zema pretende mesmo lutar por esse programa econômico voto nele. Não me apego mais em partido político. Quero alguém inteligente e que acabe com a polarização do bolsopetismo.