PGR se manifesta por soltura de empresário turco-brasileiro
Defesa de Mustaka Göktepe argumentou que, desde 2012, ele possui cidadania brasileira e não pode ser extraditado
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quarta-feira, 7, revogação da prisão preventiva do empresário turco-brasileiro Mustaka Göktepe, acusado de integrar uma organização terrorista.
Na semana passada, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão de Göktepe para prosseguimento de um processo de extradição.
“A gravidade em concreto de o extraditando supostamente integrar organização armada terrorista justifica a segregação cautelar”, decidiu Dino.
No entanto, a PGR modificou o próprio entendimento que era favorável à prisão do turco-brasileiro.
Em manifestação assinada pelo subprocurador-geral da República Artur de Brito Gueiros Souza, o órgão concordou com a tese apresentada pela defesa de que Göktepe tem cidadania brasileira desde 2012, quando foi naturalizado.
“Deve-se reconhecer que o extraditando reside no país há mais de vinte anos, tendo constituído família e estabelecido vínculos sólidos com a comunidade, inclusive com pessoas de notório reconhecimento público”, diz o documento da PGR.
No ano passado, a Justiça da Turquia decretou a prisão do empresário.
As autoridades turcas afirmaram que ele fazia parte de uma organização terrorista ligada ao clérigo Fethullah Gülen.
Os advogados de Mustafa Göktepe, porém, sustentam que ele é alvo de uma perseguição política por ser crítico ao governo de Recep Tayyip Erdoğan.
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Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
07.05.2025 17:15Que lambança. Muita incompetência nesse caso.