PGR defende prisão domiciliar a Collor
Gonet se manifestou em favor do cumprimento de pena em razão da idade avançada e saúde do ex-presidente
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, manifestou-se a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor de Mello nesta quarta-feira, 30.
Na manifestação, Gonet defendeu que a pena seja cumprida em regime domiciliar devido à idade avançada e à condição de saúde de Collor.
“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada”, diz Gonet.
A administração do presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, onde Collor está preso em Maceió, disse ao STF que “as condições referidas pelo paciente são passíveis de tratamento e acompanhamento dentro do sistema prisional alagoano, contanto que observadas as suas particularidades quanto à idade avançada e às possíveis pioras em seu quadro por seu relato de distúrbio psiquiátrico.”
Gonet, contudo, considerou que “revela-se recomendável e adequada a concessão de prisão domiciliar humanitária”.
O parecer da PGR foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O plenário da Corte confirmou, por seis votos a quatro, a decisão de Moraes que determinou o cumprimento imediato da prisão.
Leia mais: Ordem de Moraes por laudos sobre saúde de Collor indica futuro de Bolsonaro?
Defesa
Os advogados do ex-presidente pediram ao STF que Collor cumprisse pena em casa.
Segundo a defesa, o ex-presidente tem idade avançada (75 anos) e comorbidades graves, entre as quais doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
Moraes deu 48 horas para a defesa de Collor apresentar documentos que comprovem o estado de saúde do ex-presidente e justifiquem o pedido de prisão domiciliar para o cliente.
Com isso, o ministro demandou a “apresentação dos necessários documentos comprobatórios das alegações constantes do edoc 631 [sobre a saúde do ex-presidente], inclusive prontuário e histórico médico, bem como os exames anteriormente realizados, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”.
Condenação
Em 2023, Collor foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva em um suposto esquema envolvendo a BR Distribuidora, que foi investigada na Operação Lava Jato.
Os valores teriam chegado ao valor de R$ 29,5 milhões da BR Distribuidora.
Além dele, Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, apontado como operador, recebeu a condenação de 4 anos e 1 mês de prisão. O diretor-executivo do conglomerado de mídia “Organização Arnon de Mello”, Luís Amorim, foi condenado em 3 anos e 10 dias.
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Comentários (4)
Claudemir Silvestre
30.04.2025 21:07Um país de LADROẼS , em que até LULA esta solto … 🤷🏻🤷🏻
Eduardo
30.04.2025 21:00Poderosos não cumprem pena...Brasil do me engana que eu gosto
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
30.04.2025 20:13Para ele vale a condição de idade e saúde, já para o pessoal do 8/1...
CLAUDIO NAVES
30.04.2025 19:33Essa prisão foi puro teatro !