PF prende deputado petista acusado de crime sexual em voo
Pedro Lobo foi levado à delegacia de Juazeiro do Norte, no Ceará, após ocorrência durante desembarque de voo comercial
A Polícia Federal prendeu o suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) na manhã desta segunda-feira, 2. A detenção ocorreu no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no Ceará, motivada por suspeita de importunação sexual. Uma passageira de 33 anos registrou a queixa contra o político logo após a saída da aeronave.
O relatório das autoridades indica que o parlamentar teria encostado as partes íntimas na passageira durante o fluxo de saída do avião. Após a acusação no terminal aeroportuário, ambos foram encaminhados para prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal. O investigado também passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
Quem é Pedro Lobo?
Pedro Lobo tem 51 anos e exerce o mandato na Assembleia Legislativa do Ceará desde junho de 2025. Ele iniciou a trajetória pública como vereador na cidade do Crato, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos. O geógrafo de formação também presidiu o diretório municipal de sua sigla entre 2013 e 2020.
O Partido dos Trabalhadores divulgou comunicado oficial sobre o ocorrido no terminal cearense. O texto afirma que a legenda “repudia toda e qualquer forma de violência contra as mulheres”. A legenda informou que adotará providências previstas em suas normas internas caso a conduta criminosa receba comprovação judicial.
O que diz a defesa?
A assessoria jurídica do parlamentar classificou o contato como um equívoco gerado pelas condições do desembarque. Segundo a defesa, o terminal apresentava grande concentração de pessoas e volume de itens de mão no momento do fato. O político declarou que colabora com as investigações policiais desde o primeiro momento.
Em nota oficial, Lobo afirmou que “o episódio em questão decorre de um mal-entendido ocorrido ao final de uma viagem, durante o desembarque em um ambiente marcado por aglomeração, pressa dos passageiros e movimentação intensa de bagagens”. Ele sustenta que sua conduta pessoal e pública sempre respeitou os direitos femininos.
O comunicado encerra com a afirmação de que o parlamentar “confia plenamente que a apuração criteriosa esclarecerá os fatos e demonstrará que não houve qualquer conduta criminosa de sua parte”.
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