PF prende 17 e bloqueia R$ 18 mi em operação em SP
Mandados foram cumpridos em Mogi Guaçu, São Bernardo, Diadema, Guarulhos, Osasco e capital; investigação atribui 26 roubos ao grupo
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta, 17, a operação No Rest para desarticular uma organização criminosa especializada em roubo de cargas e caminhões no estado de São Paulo.
Segundo a PF, foram cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de R$ 18 milhões em bens ligados aos investigados.
Os mandados foram executados em seis municípios paulistas: Mogi Guaçu, São Bernardo do Campo, Diadema, Guarulhos, Osasco e São Paulo. De acordo com a investigação, iniciada em janeiro de 2025, o grupo atuava sobretudo em rodovias e áreas de descanso de motoristas, escolhendo pontos de baixa vigilância para abordar veículos e subtrair cargas.
A PF atribui ao bando 26 roubos e um furto, além da manutenção de vítimas em cativeiro para extorsão. Ainda conforme a corporação, os líderes têm antecedentes por roubo e tráfico de drogas. O objetivo das prisões e buscas é interromper a cadeia de apoio operacional e financeiro que sustentava a prática reiterada dos crimes.
Os presos foram encaminhados à sede da PF em São Paulo para interrogatório e formalidades legais. Bens e materiais apreendidos serão periciados em Campinas, com foco em extrair dados que detalhem a logística dos crimes e a rede de receptação das mercadorias, segundo a PF. A análise pretende também mapear eventuais movimentos de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
O bloqueio de R$ 18 milhões busca assegurar o ressarcimento de prejuízos e impedir a recomposição do capital da quadrilha.
A PF afirma que a medida patrimonial mira valores, veículos, imóveis e outros ativos apontados como frutos ou instrumentos dos delitos. As diligências seguem para identificar novos envolvidos e conferir a participação de cada investigado nos eventos documentados ao longo do inquérito.
A corporação destaca que o roubo de cargas afeta a segurança de motoristas e encarece o transporte, com reflexos na economia.
A No Rest (em tradução livre, “sem descanso”) integra ações permanentes de repressão a esse tipo de crime no estado e reúne esforços de investigação, perícia e operações em campo. Novas medidas judiciais podem ser pedidas conforme o avanço da análise dos materiais apreendidos.
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