Paulo Guedes vem aí?
Ex-integrantes do ministério da Economia sinalizam disposição de apoiar pré-candidatura do senador fluminense à Presidência
Membros da equipe que integrou o Ministério da Economia no governo Jair Bolsonaro (PL) têm manifestado apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A avaliação entre esses quadros é a de que Flávio daria continuidade à política econômica conduzida por Paulo Guedes entre 2019 e 2022.
Entre os que já se dispuseram a colaborar estão a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, o ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Gustavo Montezano.
Segundo a Folha de S. Paulo, parte deles declarou não ter interesse em ocupar cargos num eventual governo, mas disse estar aberta a contribuir de forma informal, tanto na campanha quanto na elaboração do programa de governo.
O próprio Guedes foi procurado por Flávio e se colocou à disposição. O ex-ministro, porém, tem comunicado a pessoas de sua confiança que não pretende retornar à vida pública.
Marinho coordena a campanha
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que abriu mão de disputar o governo do Rio Grande do Norte para assumir a coordenação da campanha de Flávio, já iniciou a estruturação da candidatura. Marinho ocupou a Secretaria Especial da Previdência entre 2019 e 2020 e o Ministério do Desenvolvimento Regional de 2020 a 2022.
Uma das iniciativas é contratar uma consultoria para contribuir com o plano de governo em diversas áreas. Ele confirmou ter entrado em contato com Gesner Oliveira, da GO Associados, para avaliar possibilidades. Oliveira não se manifestou.
A estratégia de Flávio, segundo pessoas próximas à organização da candidatura, é primeiro consolidar apoios políticos para, depois, definir a composição da equipe econômica – uma lógica que reconhece a interdependência entre o tabuleiro político e as escolhas técnicas.
Grupos de trabalho e lições do passado
Por iniciativa própria, técnicos ligados ao antigo ministério de Guedes se organizaram para formar grupos de trabalho em 14 áreas temáticas, entre elas política fiscal, mineração e inteligência artificial. O objetivo é entregar à campanha de Flávio planos detalhados que permitam acelerar a implantação de medidas logo no início de um eventual governo.
A cautela na divulgação de nomes também reflete 2018. A avaliação interna é que a antecipação do anúncio de Guedes como futuro ministro, durante aquela campanha, expôs o economista antes do necessário.
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Comentários (1)
Marian
03.03.2026 19:21Que seja um economista ao menos.