Passaporte de Eliza Samúdio é encontrado em Portugal
O passaporte de Eliza Samúdio, declarada morta pela Justiça de Minas Gerais em 2013, foi encontrado expirado em Portugal
O passaporte de Eliza Samúdio, declarada morta pela Justiça de Minas Gerais em 2013, foi encontrado expirado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa no dia 2 de janeiro, passando a integrar formalmente o histórico do caso.
O que se sabe sobre o passaporte de Eliza Samúdio
O passaporte de Eliza estava vencido e já havia sido oficialmente cancelado pelo sistema brasileiro, o que impede qualquer uso para viagens ou identificação internacional.
O documento passou a ser tratado apenas como um bem pessoal, com valor simbólico para a família, sem impacto direto na situação jurídica do caso.
Segundo o Itamaraty, o item foi entregue voluntariamente ao consulado em Lisboa em 2 de janeiro de 2026 e permanece sob custódia oficial.
Ele será encaminhado a Brasília para registro e análise administrativa, e depois poderá ser retirado pelos familiares, caso assim solicitem.
🚨AGORA: Consulado brasileiro em Portugal abre investigação para apurar passaporte encontrado de Eliza Samudio, desaparecida desde 2010 e com o corpo nunca encontrado. pic.twitter.com/IKWlcCJGdO
— CHOQUEI (@choquei) January 5, 2026
Como o passaporte de Eliza Samúdio foi parar em Portugal
A forma como o passaporte de Eliza chegou a Portugal ainda é desconhecida e não foi divulgada qualquer informação sobre quem o encontrou ou mantinha o documento.
Também não há dados oficiais sobre quando ele teria saído do Brasil ou em que circunstâncias foi localizado em território português.
Autoridades mantêm cautela e não associam o achado a novos fatos criminais, por falta de elementos concretos.
Especialistas observam que, em casos semelhantes, a descoberta de um documento antigo pode significar desde simples extravio até circulação entre terceiros ao longo dos anos.
Quais são as implicações jurídicas do achado do passaporte
Do ponto de vista jurídico, o reconhecimento da morte de Eliza pela Justiça mineira em 2013 permanece válido e não é afetado pelo reaparecimento do passaporte.
As condenações ligadas ao caso transitarem em julgado impede que o documento, por si só, altere o mérito das decisões já proferidas.
O passaporte pode ser anexado como peça complementar aos autos, se houver determinação, servindo apenas como registro adicional.
Até o momento, não há indicação de reabertura da investigação com base exclusiva nesse novo elemento.
Qual é o significado do passaporte para a família de Eliza Samúdio
Para os familiares, o passaporte de Eliza tem um peso sobretudo afetivo e memorial, por ser um dos poucos objetos pessoais diretamente ligados a ela que reaparecem após tantos anos.
Em situações de desaparecimento sem localização de corpo, itens desse tipo costumam ajudar a construir uma narrativa íntima sobre a vítima.
Esse documento pode ser preservado em arquivos pessoais, em rituais privados de despedida ou mesmo em acervos que contem a trajetória de Eliza antes do crime.
A família já manifestou interesse em receber o original para mantê-lo como lembrança e registro histórico.
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— O Despertar👽🛸 💫 (@AnnaMonteiroAn1) January 5, 2026
🚨👀🇧🇷🇵🇹
O passaporte de Elisa Samudio, foi encontrado em um apartamento em Portugal .
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Condenações e enquadramentos criminais relacionados ao caso
O caso de Eliza Samúdio resultou em condenações penais por homicídio, sequestro e ocultação de cadáver contra diferentes envolvidos.
Entre os réus, estão Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, responsabilizados por etapas de execução e ocultação do crime.
Essas decisões compõem um conjunto processual consolidado, que reconstruiu o desaparecimento a partir de provas testemunhais e periciais.
Entre os pontos centrais já estabelecidos pela Justiça, destacam-se:
- Reconhecimento oficial da morte de Eliza em 2013, mesmo sem a localização do corpo.
- Condenações definitivas por homicídio, sequestro e ocultação de cadáver para vários participantes.
- Ausência, até agora, de elementos que justifiquem rever o entendimento penal com base apenas no passaporte.
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