Padilha e Gleisi nos últimos ‘arranjos’ antes da posse
Ministros se reúnem para discutir transição e pauta com o Congresso Nacional
Os ministros Alexandre Padilha e Gleisi Hoffmann começaram o processo de transição na Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A indicação de Gleisi para o cargo foi anunciada pelo presidente Lula na última semana, gerando desconfiança do centrão, que almejava o cargo e a preocupação da oposição.
“Hoje, repassamos as ações em andamento no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, na Secretaria de Assuntos Federativos, além da nossa agenda prioritária no Congresso Nacional, construída em parceria com os ministros e ministras no início deste ano”, postou Padilha nas redes sociais.
A posse de Gleisi Hoffmann para o comando da SRI está prevista para segunda-feira,10. Na mesma ocasião, Padilha assumirá o Ministério da Saúde, substituindo Nísia Trindade.
“Essa agenda reflete nosso compromisso em votar projetos que construirão uma economia mais justa para o Brasil, como a reforma da renda, além de promover o empreendedorismo, o investimento, a educação como eixo central do desenvolvimento, o protagonismo no enfrentamento das mudanças climáticas, a proteção das famílias e dos negócios no ambiente digital, além da defesa da justiça social e da democracia”, acrescentou Padilha, que deixará a articulação política.
O que dizem os deputados
A Liderança da Oposição na Câmara dos Deputados, comandada pelo deputado Luciano Zucco (PL-RS), divulgou uma nota manifestando-se contrária à escolha do presidente Lula pela nomeação da deputada Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais. Para o colegiado, a escolha da presidente do PT dificultará ainda mais a relação entre o Congresso Nacional e o governo.
“A nomeação da deputada federal Gleisi Hoffmann para comandar a articulação política do governo é mais um sinal preocupante do caminho que o país está trilhando sob a atual gestão.O governo, que já enfrenta uma crise de credibilidade, opta por colocar à frente do diálogo com o Congresso uma figura cuja trajetória política é marcada por conflitos, radicalização ideológica e dificuldades na construção de consensos”, diz a nota enviada à imprensa.
Em entrevista a O Antagonista, a deputada Bia Kicis (PL-DF) criticou a decisão do Planalto.
“A nomeação de Gleisi Hoffmann como ministra de Lula mostra o desprezo do governo pela ética e pelo diálogo. Ela sempre teve uma postura hostil e não conseguiu construir alianças nem na própria Câmara”, afirmou.
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