O que muda com o exame toxicológico obrigatório na CNH em 2026
Entenda quem será afetado, quando começa e como o funciona
O exame toxicológico obrigatório na CNH passou a alcançar um número bem maior de condutores no Brasil a partir do fim de 2025. Após discussão prolongada no Congresso Nacional, a exigência foi ampliada para motoristas das categorias A e B, afetando o processo de obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação.
O que mudou com o exame toxicológico obrigatório na CNH?
A partir da nova legislação, candidatos e condutores das categorias A e B passaram a ter de apresentar exame toxicológico em etapas específicas da habilitação, assim como já ocorria com as categorias C, D e E. A exigência vale para primeira emissão, renovação e, em alguns casos, mudança de categoria, seguindo prazos do Código de Trânsito Brasileiro e resoluções do Contran.
Com isso, o exame toxicológico deixa de ser um requisito apenas para motoristas profissionais de veículos de maior porte e passa a atingir praticamente todos os condutores de carros, motos e veículos leves. Os motoristas devem considerar o exame entre os custos e etapas obrigatórias, acompanhando as regulamentações complementares dos órgãos de trânsito estaduais.
Quem precisa fazer o exame toxicológico na habilitação?
Com a ampliação da obrigatoriedade, praticamente todos os motoristas habilitados passaram a ser alcançados pela regra. As categorias de habilitação, que determinam quais tipos de veículos podem ser conduzidos, são distribuídas da seguinte forma:
Motocicletas e Motonetas
Habilita o condutor a pilotar motocicletas, motonetas e triciclos, sendo a categoria mais comum para quem utiliza veículos de duas rodas no dia a dia urbano.
Carros e Picapes Leves
Permite dirigir carros de passeio, vans pequenas e picapes leves, desde que não ultrapassem os limites de peso estabelecidos pela legislação.
Veículos de Carga
Indicada para quem conduz caminhões e outros veículos de carga acima dos limites permitidos na categoria B.
Ônibus e Micro-ônibus
Autoriza o transporte de passageiros em ônibus, micro-ônibus e veículos similares destinados ao transporte coletivo.
Combinações de Veículos
Necessária para conduzir combinações como caminhões com reboque ou semirreboque, comuns no transporte pesado de cargas.
Como funciona o exame toxicológico para a CNH?
O exame toxicológico é um teste laboratorial que detecta o consumo de substâncias psicoativas em uma janela de tempo prolongada, geralmente de até 90 dias, podendo chegar a cerca de 180 dias em alguns protocolos. Ele busca identificar padrões de consumo, e não apenas o uso pontual de drogas.
O condutor comparece a um laboratório credenciado, apresenta documento de identidade, assina a documentação e fornece amostras de cabelo, pelos, fragmentos de pele ou unhas. O material é analisado em laboratório especializado, e o resultado é enviado eletronicamente para o sistema dos órgãos de trânsito, permitindo uso direto no processo de emissão ou renovação da CNH.
Quais são os principais pontos do exame toxicológico?
Para ajudar o condutor a entender melhor as características básicas do exame toxicológico exigido na CNH, é possível destacar alguns aspectos que costumam ser regulamentados em âmbito nacional e observados pelos laboratórios credenciados.
Tipos de amostra
O exame pode ser realizado a partir de cabelo, pelo, pele ou unha, desde que a amostra atenda aos critérios técnicos definidos pelo laboratório.
Período analisado
Em geral, o exame avalia o consumo ocorrido nos últimos 90 dias, podendo alcançar até 180 dias conforme o tipo de amostra coletada.
Drogas psicoativas
São analisadas substâncias classificadas como drogas de abuso, com foco em compostos psicoativos definidos por normas técnicas.
Regras de trânsito
A validade do laudo toxicológico é determinada pelas normas de trânsito vigentes e pode variar conforme a finalidade do exame.
Por que o exame toxicológico passou a ser exigido de todos os motoristas?
A ampliação da exigência está ligada a políticas públicas de segurança viária, buscando reduzir acidentes causados por condutores sob efeito de drogas. Ao identificar o consumo em períodos mais longos, pretende-se desestimular comportamentos de risco recorrentes no trânsito.
O Congresso debateu custos, capacidade dos laboratórios e impactos na prevenção de acidentes, mas decidiu derrubar o veto presidencial em 4 de dezembro de 2025. Assim, o exame toxicológico tornou-se parte da rotina da maioria dos motoristas, exigindo atenção constante às atualizações das regras e prazos definidos pelos órgãos de trânsito.
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