O que hacker de Zambelli queria com o Comando Vermelho? O que hacker de Zambelli queria com o Comando Vermelho?
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O que hacker de Zambelli queria com o Comando Vermelho?

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4 minutos de leitura 25.04.2024 11:36 comentários
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O que hacker de Zambelli queria com o Comando Vermelho?

Sandro Louco, do CV, que foi condenado por homicídio e latrocínio, teve alvará falso incluído no sistema da Justiça pelo hacker Walter Delgatti

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O que hacker de Zambelli queria com o Comando Vermelho?
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O hacker Walter Delgatti (foto) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por inserir documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, ele desafiou o sistema da Justiça ao inserir um falso alvará com o intuito de libertar um criminoso, condenado a mais de 200 anos de prisão, ligado à facção Comando Vermelho (CV).

Sandro Silva Rabelo, também conhecido como Sandro Louco, é apontado pela polícia como um dos líderes do CV e acumula 15 condenações por homicídio, latrocínio, roubo e outros crimes graves. O caso veio à tona após uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também envolve a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

De acordo com as informações apresentadas pela PGR, Delgatti conseguiu invadir o Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), utilizado pela Justiça, e inseriu um documento falso com o objetivo de libertar Sandro Louco, que está preso no Mato Grosso.

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso confirmou que Sandro Louco continua detido, porém não informou se o alvará falso chegou a constar no sistema ou quando foi percebida a falsificação do documento.

Outros pedidos de soltura

Além do caso envolvendo Sandro Louco, Delgatti também teria inserido alvarás falsos para a soltura de três presos no Distrito Federal e outros cinco no Rio Grande do Sul.

Segundo a PGR, os alvarás de soltura foram elaborados a partir da invasão ao sistema do CNJ. No entanto, o conteúdo desses documentos é falso, uma vez que não passaram pelos procedimentos internos regulares nem possuem a assinatura autêntica da autoridade competente.

A denúncia apresentada pela PGR destaca que Delgatti agiu sob comando de Carla Zambelli, com o objetivo de obter vantagens midiáticas e políticas através de um projeto de desmoralização do sistema de Justiça. A PGR alega que esse movimento tinha como intuito causar danos ao funcionamento do judiciário e gerar desconfiança por parte da população, em um contexto semelhante ao ataque às urnas eletrônicas.

Ordem de prisão contra Alexandre de Moraes

Em 4 de janeiro de 2023, Walter Delgatti inseriu documentos falsos no sistema do CNJ, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Preso em agosto, Delgatti confessou a invasão, acusando Zambelli de ser a mandante. À PF, o hacker afirmou ter recebido 40 mil reais pelos serviços.

Documentos falsos encontrados

Segundo os investigadores, foram encontrados quatro documentos falsos nos equipamentos pessoais da Deputada.

Dentre eles, está a falsa ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, além de ordens de quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens do ministro.

As ordens foram supostamente geradas no computador do hacker e baixadas no dispositivo de Zambelli.

A ordem de prisão a Moraes foi utilizada para questionar a integridade do processo eleitoral conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro.

Zambelli nega sua participação, afirmando que seu relacionamento com Delgatti se resumia à contratação de seus serviços em 2022 para gerenciar seu site e redes sociais.

O hacker, por sua vez, relatou que Zambelli foi quem elaborou o texto da falsa ordem de prisão, que começava chamando Moraes de “Deus do Olimpo” e terminava com o slogan da campanha do presidente Lula: “Faz o L”.

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