O que diz a lei sobre o uso do pisca-alerta na chuva ou fila dupla?
Saiba quando o uso pode virar infração de trânsito
Em muitas cidades brasileiras, o uso do pisca-alerta ainda causa dúvidas e erros frequentes. O recurso, que deveria aumentar a segurança, é acionado em engarrafamentos, chuva forte e paradas rápidas em fila dupla, situações que geralmente não configuram emergência e podem gerar confusão, risco de acidentes e multas.
O que é o pisca-alerta e quando a lei permite o uso?
O pisca-alerta, tecnicamente chamado de luzes de advertência, aciona simultaneamente todas as setas do veículo. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sua função é sinalizar emergência, não servir como aviso genérico de lentidão ou reserva de vaga em frente ao comércio.
O CTB permite o uso principalmente quando o veículo está imobilizado por pane, acidente ou em situações especiais de serviço regulamentadas. Em movimento, seu uso é, em regra, proibido, pois pode confundir outros condutores e “esconder” setas e luzes de freio, caracterizando uso indevido do equipamento.
Como agir em engarrafamentos sem usar o pisca-alerta?
Em engarrafamentos e retenções repentinas, o pisca-alerta não é obrigatório nem recomendado como regra geral. A sinalização adequada é feita pelas luzes de freio e pela condução preventiva, evitando surpresas para quem vem atrás, especialmente em rodovias.
Nessas situações, o mais seguro é adotar cuidados simples de direção defensiva para reduzir o risco de colisões traseiras e manter o fluxo minimamente organizado:
Manter espaço à frente
Respeitar a distância segura do veículo à frente garante tempo de reação em frenagens inesperadas.
Reduzir velocidade gradualmente
Diminuir a velocidade com antecedência evita freadas bruscas e melhora a fluidez do trânsito.
Freio em toques leves
Acionar o freio de forma suave alerta quem vem atrás sem provocar sustos ou reações bruscas.
Uso correto da seta
Evitar mudanças repentinas de faixa e sempre sinalizar aumenta a previsibilidade e reduz riscos.
Uso do pisca-alerta em chuva forte e queda de visibilidade
Em chuva forte, muitos motoristas ligam o pisca-alerta para “ficar mais visíveis”, mas o CTB não autoriza seu uso contínuo apenas por causa da intensidade da chuva. A recomendação é manter faróis baixos acesos, reduzir a velocidade e adaptar a condução às condições da via e da visibilidade.
O pisca-alerta na chuva deve ser usado somente se o veículo estiver parado ou quase imobilizado por pane ou acidente. Caso contrário, ele dificulta a leitura de freios e setas, prejudica a percepção do fluxo e pode provocar reações tardias de outros motoristas.
Pane mecânica e outras situações reais de emergência
Em caso de pane mecânica, elétrica ou acidente, o pisca-alerta deve ser acionado para indicar que o veículo saiu do fluxo normal e se tornou obstáculo na via. Isso é ainda mais importante em rodovias, onde a remoção imediata nem sempre é possível e a velocidade dos demais veículos é mais alta.
Nessas emergências, além de ligar o pisca-alerta, é fundamental buscar um local seguro para parar, sair do veículo com cautela e usar o triângulo de sinalização à distância adequada, acionando guincho ou assistência mecânica o quanto antes.

Por que pisca-alerta em fila dupla continua sendo infração?
O uso do pisca-alerta em fila dupla é um dos erros mais comuns, especialmente em frente a escolas, farmácias e comércios. Ligar a luz de advertência não torna a parada permitida: estacionar ou parar em segunda fila continua sendo infração, sujeita a multa e remoção do veículo.
Além de bloquear parcialmente a via, o carro em fila dupla cria pontos cegos e obriga desvios arriscados. A forma correta de agir é procurar vaga regular, usar estacionamentos ou organizar embarque e desembarque de modo a evitar paradas irregulares e perigosas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)