O que diz a lei sobre ficar sem combustível no meio da rua?
Entenda por que o Código de Trânsito trata isso como infração e o que fazer para evitar a pane seca
Ficar sem combustível em vias públicas ainda gera muitas dúvidas entre motoristas. Embora pareça apenas um imprevisto, a chamada pane seca é tratada pelo Código de Trânsito Brasileiro como falha de responsabilidade do condutor, pois pode causar retenções, riscos de colisão e manobras bruscas de outros veículos.
Pane seca gera multa ao motorista?
Sim. De acordo com o CTB, se o veículo parar por falta de combustível e atrapalhar o fluxo de veículos, configura-se infração de natureza média. Nessa situação, o agente de trânsito pode registrar a ocorrência, aplicar multa e adotar medidas administrativas.
A infração média gera quatro pontos na CNH, cobrança de multa com valor definido em lei e possibilidade de remoção do veículo por guincho, especialmente quando o carro estiver em local de risco. A intenção do motorista não afasta a responsabilidade, pois o planejamento de abastecimento é considerado dever básico.
Quais são as principais consequências da pane seca?
A pane seca no trânsito vai além do incômodo de ficar parado. Em geral, será necessário retirar o veículo da via, o que pode exigir seguro, assistência 24h ou guincho particular, sobretudo em rodovias ou avenidas movimentadas.
Os pontos somados à CNH contribuem para o limite que pode levar à suspensão do direito de dirigir. Além disso, um carro parado na faixa de rolamento aumenta o risco de engavetamentos, atropelamentos e congestionamentos, afetando diretamente a segurança e a fluidez do tráfego.

Quais cuidados evitam a multa por falta de combustível?
Para evitar a multa por pane seca, o motorista deve adotar hábitos simples de prevenção. Acompanhar o marcador do tanque, não rodar até a reserva extrema e desconfiar de variações bruscas no indicador são atitudes essenciais.
Também é importante planejar o abastecimento em viagens, considerando distância até o próximo posto, possíveis congestionamentos e trechos sem serviços. Em regiões remotas, o cuidado deve ser redobrado para não ficar imobilizado em locais isolados.
Quais boas práticas ajudam a manter o veículo abastecido?
Algumas boas práticas de rotina ajudam a evitar a pane seca e reforçam a segurança no trânsito. A lista a seguir reúne cuidados recomendados para o dia a dia e para viagens mais longas:
Abastecer com antecedência
Não espere a reserva atingir níveis críticos para procurar um posto.
Conhecer a média do veículo
Entenda o consumo urbano e rodoviário para calcular melhor a autonomia.
Planejar paradas
Mapeie postos ao longo do trajeto, principalmente em rodovias longas.
Verificar vazamentos e falhas
Inclua o sistema de combustível nas revisões periódicas.
Não confiar 100% na autonomia indicada
O computador de bordo é uma estimativa e pode variar conforme condução, carga e terreno.
Por que a pane seca é tratada como falta de planejamento?
Os órgãos de fiscalização entendem que a pane seca é, em regra, evitável e decorre de falta de planejamento do condutor. Por isso, recebe tratamento semelhante a outras condutas negligentes, já que interfere na segurança coletiva e na fluidez da via.
Ao enxergar o abastecimento como parte da responsabilidade diária de dirigir, o motorista reduz riscos, evita multas, minimiza transtornos e contribui para um trânsito mais seguro, prevenindo situações de emergência que poderiam ser antecipadas com um simples planejamento de combustível.
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