O que Bolsonaro tem feito (e não tem feito) na Papudinha?
Documento encaminhado ao STF registra exercícios físicos, atendimentos médicos diários e ausência de leitura para remição de pena
A Polícia Militar do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um levantamento das atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro entre 15 e 27 de janeiro. O documento, solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, descreve a frequência de exercícios, atendimentos de saúde e visitas recebidas no local de detenção.
A PM consolidou as informações com base em registros administrativos e operacionais da unidade prisional. Bolsonaro realizou mais de cinco horas de atividades físicas no período analisado. Os registros apontam que as caminhadas variaram entre nove minutos e uma hora e quinze minutos.
A assistência médica ocorre diariamente, envolvendo profissionais da rede pública e a equipe particular do ex-presidente. As avaliações consistem em observar sinais vitais e realizar acompanhamento preventivo. Técnicos monitoram índices como pressão arterial, frequência cardíaca e oxigenação.
A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, “voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais”. Segundo a corporação, é feita uma “avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo”.
Assistência de saúde e movimentação política
O ex-presidente passou por cinco sessões de fisioterapia nos dias 17, 19, 22, 24 e 26 de janeiro. Além disso, recebeu apoio religioso em duas ocasiões. O pastor e deputado distrital Thiago Manzoni foi o responsável por esse atendimento nos dias 20 e 27.
Bolsonaro ocupa uma cela de 64,83 metros quadrados, equipada com dormitório, sala, cozinha, lavanderia e espaço externo. Ele foi levado para a unidade prisional no dia 15 de janeiro, após deixar a Superintendência da Polícia Federal. A estrutura permite a permanência isolada do custodiado.
Além de advogados e médicos, Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro foram os familiares que estiveram no local. No dia 29 de janeiro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também visitou o ex-presidente. O encontro ocorreu após a indicação de Flávio Bolsonaro como nome da direita para 2026.
No dia 20 de janeiro, o ex-presidente passou por perícia da Polícia Federal. O resultado desse exame servirá de base para a análise do pedido de prisão domiciliar pelo STF. O laudo técnico ainda não foi anexado aos autos do processo de execução penal.
Ler? Nem pensar
O relatório indica que Bolsonaro não aproveitou o tempo para leitura de obras literárias. Essa prática é prevista na legislação brasileira como um método para reduzir o tempo de detenção. A cada livro lido e avaliado, o preso pode obter um abatimento em sua sentença.
A condenação atual de Bolsonaro soma 27 anos e três meses de reclusão. Sem a adesão ao programa de remição pela leitura, o prazo da pena permanece inalterado. O documento da PM confirma que não houve registro dessa atividade intelectual no intervalo monitorado.
O levantamento das atividades foi integrado ao processo que tramita sob relatoria de Alexandre de Moraes. O monitoramento constante faz parte do protocolo de segurança e administração do Núcleo de Custódia. Novos relatórios podem ser solicitados conforme o andamento da execução penal.
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Comentários (1)
Fabio
30.01.2026 20:33O vagabundo é tão preguiçoso que nem se dá o trabalho de fingir que lê.