Nunca discuta com o agente de trânsito: o que fazer no lugar
Veja o que fazer durante a abordagem para se proteger legalmente e ter mais chance de recorrer da multa depois
Em uma abordagem de trânsito, o motorista costuma lidar com tensão, pressa e surpresa, o que pode levar a discussões com o agente. Porém, além de não resolver a autuação, o confronto pode gerar consequências legais, tornando o momento ainda mais desgastante e arriscado para o condutor.
Por que não discutir com o agente de trânsito?
O agente atua como autoridade naquele momento, respaldado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e responsável por fiscalizar e registrar infrações. Discutir, elevar o tom de voz ou desrespeitar ordens legais pode ser interpretado como conduta inadequada e até configurar desacato.
Além disso, a via pública não é ambiente apropriado para longas explicações, pois o foco deve ser a segurança e a fluidez do tráfego. Confrontos em meio a buzinas, trânsito parado e nervos exaltados quase nunca alteram o auto de infração e ainda aumentam o risco de novas ocorrências.
Quais riscos o motorista corre ao insistir na discussão?
Quando o motorista insiste em questionar de forma agressiva, a abordagem pode se transformar em caso policial, com registro de boletim de ocorrência ou encaminhamento à delegacia em situações graves. A presença de outros condutores e pedestres também amplia o risco de confusão.
Uma postura descontrolada pode prejudicar a imagem do motorista em eventuais análises posteriores. Já uma conduta respeitosa, mesmo com discordância, preserva o direito de defesa e demonstra colaboração com a fiscalização, reduzindo a chance de desdobramentos mais severos.

Como recorrer de multas de trânsito corretamente?
A discordância com a autuação deve ser tratada pelos meios administrativos, nunca em discussão na rua. O processo de recurso é feito em etapas, começando pela defesa prévia, apresentada após o recebimento da Notificação de Autuação, para apontar eventuais erros formais no auto.
Se necessário, o motorista pode recorrer à JARI com argumentos e documentos mais detalhados e, em caso de negativa, ainda recorrer em segunda instância a órgãos como CETRAN ou CONTRANDIFE. Fotos, laudos e relatos podem ser usados para embasar a defesa dentro dos prazos legais.
O que fazer no lugar de discutir com o agente de trânsito?
Em vez de discutir, o ideal é cumprir as determinações do agente com calma: estacionar onde for indicado, apresentar documentos e seguir orientações. Em seguida, o motorista pode registrar mentalmente ou anotar detalhes relevantes da ocorrência para uso em uma futura contestação.
Logo após a abordagem, é possível reunir provas de forma organizada, sem atrapalhar o trânsito nem descumprir ordens. Entre as medidas recomendadas estão:
Fotos do local
Fotografe placas de sinalização, condições da via e a posição do veículo sempre que isso ajudar a esclarecer os fatos.
Guarde o auto
Mantenha o auto de infração ou aviso entregue, conferindo e preservando os dados essenciais da autuação.
Dados do ocorrido
Anote órgão autuador, data, horário aproximado e, se possível, a identificação do agente responsável.
Diálogo respeitoso
Mantenha diálogo calmo e respeitoso, limitando-se a perguntas objetivas, sem provocações ou discussões desnecessárias.
Quais cuidados ajudam a evitar conflitos em abordagens?
Alguns cuidados simples reduzem a chance de conflitos: manter documentos em dia, respeitar limites de velocidade, observar a sinalização e organizar a rotina para evitar atrasos que aumentam o nervosismo. Assim, as abordagens tendem a ser mais rápidas e tranquilas.
Em blitz ou fiscalizações, o ideal é responder apenas ao que for perguntado, evitar gestos bruscos e aguardar orientações. A discordância sobre uma multa deve seguir para o recurso administrativo, preservando o direito do motorista e a atuação da fiscalização, sem necessidade de discussão no local.
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