Nikolas divulga "carta aberta" sobre peregrinação

20.01.2026

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Nikolas divulga “carta aberta” sobre peregrinação

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 19.01.2026 19:35 comentários
Brasil

Nikolas divulga “carta aberta” sobre peregrinação

Deputado chama caminhada de "ato de consciência" e critica decisões do Judiciário

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Nikolas divulga “carta aberta” sobre peregrinação
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou nesta segunda-feira, 19, uma carta aberta após iniciar uma peregrinação entre Paracatu (MG) e Brasília, como forma de protestar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Nikolas, a caminhada é um “ato de consciência” e de compromisso com a liberdade.

“Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

O parlamentar afirmou que o ato passa, “necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Nikolas prevê sua chegada a Brasília em 25 de janeiro e destaca que a caminhada será pacífica e dentro da legalidade. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou nesta segund, 19, que se juntará ao parlamentar no percurso.

Leia a íntegra:

“CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL

Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam.

Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé.

Pelo fim das prisões injustas, Pelo fim da impunidade, Pelo fim da perseguição política, Pelo fim do ativismo judicial,

Por liberdade, Nikolas Ferreira”

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