Nem a esquerda quer Toffoli à frente do caso do Banco Master no STF
Deputada Sâmia Bomfim apresentou um pedido à Procuradoria-Geral da República para tentar afastar o ministro do caso
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria de um caso relacionado ao Banco Master.
Em post nas redes sociais, a parlamentar classificou o episódio como um “escândalo” que revelaria um “esquema bilionário de fraudes e corrupção” e defendeu investigação “com rigor e transparência”.
Segundo Sâmia, “casos assim exigem responsabilização dos envolvidos e instituições que atuem com absoluta imparcialidade”.
A deputada também citou reportagens e informações já divulgadas que, de acordo com ela, indicariam “vínculos econômicos entre familiares do ministro Dias Toffoli e fundos ligados ao Banco Master”, além de mencionar como “escandalosa” uma viagem feita pelo ministro na companhia de um advogado que, segundo a parlamentar, teria atuado na defesa de acusados no caso.
Para a deputada, esses elementos comprometeriam a confiança na condução do processo. “A sua permanência na relatoria do caso compromete a confiança no processo”, declarou. Ela afirmou ainda que as investigações devem avançar “doa a quem doer”.
O pedido apresentado por Sâmia solicita que os fatos sejam apurados e que Toffoli deixe a relatoria, sob o argumento de que haveria questionamentos sobre a imparcialidade. Não cabe à PGR, no entanto, decidir diretamente sobre a permanência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos, mas o órgão pode se manifestar em eventuais questionamentos formais apresentados à Corte.
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Comentários (1)
André Miguel Fegyveres
29.01.2026 19:42Um sistema judiciário ridículo que tolera grupos de advogados como o Prerrogativas, cujos membros convivem e desfrutam viagens, festas, almoços e jantares com juízes do STF e outros é totalmente viciado e não pode ser levado à sério. A leniência dos atuais membros do STF já está super contaminada com a soltura do ex-presidiário hoje guindado à presidência da república de bananas chamada Brasil. Não é à toa que a corrupção grassa em todas as estatais e órgãos públicos. Boquinhas para Guido Mantega, para Dilma Roussef, para Lewandowski, etc, etc, etc... até quando seremos obrigados a conviver com esses pulhas anti-democráticos?