Mulher trans é torturada e marcada com símbolo nazista em MS
Três suspeitos, entre eles o namorado da vítima, foram presos após ataque em Ponta Porã
Uma mulher trans de 29 anos foi torturada e teve o braço esquerdo queimado com uma faca aquecida, que desenhou uma suástica na pele, na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, na noite de 14 de março.
Três pessoas, entre as quais o namorado da vítima e um casal para quem ela prestava serviços domésticos, foram detidas.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga o caso pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Ponta Porã.
As autoridades enquadraram os suspeitos em tortura e lesão corporal dolosa, mas não informaram outras linhas de investigação em andamento. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, e as defesas não foram localizadas.
A noite de 14 de março
A vítima trabalhava como diarista para o casal suspeito e havia sido contratada de forma fixa nas semanas anteriores ao ataque. Na noite do dia 14, ela foi chamada ao imóvel do casal, acompanhada pelo namorado, sob o pretexto de receber um pagamento.
No local, segundo o relato da vítima à polícia, o casal consumia bebida alcoólica e passou a exigir a devolução de valores dados em adiantamento. Ao negar e tentar deixar o imóvel, a mulher ouviu de um dos suspeitos a pergunta se preferia “morrer em pé ou deitada”.
A partir desse momento, os três suspeitos a agrediram com um taco de sinuca e um cabo de vassoura. A mulher do casal teria aquecido uma faca no fogão e a usado para queimar o braço da vítima, imprimindo o símbolo nazista na pele. Os agressores ainda tentaram amarrá-la, sem êxito, e destruíram o celular dela.
Prisões e investigação
Após ser liberada pelos agressores, a vítima deixou o imóvel e pediu socorro em um estabelecimento comercial próximo, onde a Polícia Militar foi chamada. Dois dos suspeitos foram presos dentro da casa onde as agressões ocorreram; o terceiro foi detido nas imediações.
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