Morre Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB
Dirigente histórico presidiu o partido entre 2001 e 2015 e lutava contra um câncer
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comunicou neste domingo (15) a morte de Renato Rabelo, aos 83 anos. Considerado um dos dirigentes mais importantes da história da legenda, Rabelo lutava contra a evolução de um câncer. Ele deixa a esposa, Conceição Leiro Vilan, e filhos.
Rabelo presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015 e dedicou os últimos anos à saúde.
O político começou a militância ainda adolescente, integrando a Juventude Estudantil Católica e a União Nacional dos Estudantes (UNE).
Durante a década de 1970, participou da Ação Popular (AP) e da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), incorporada ao PCdoB em 1973.
Viveu no exílio na França após a Chacina da Lapa, e retornou ao Brasil com a anistia de 1979.
Como presidente do PCdoB, Rabelo coordenou debates que resultaram no Programa Socialista para o Brasil e no Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (NPND).
“Renato pertence à estirpe dos que não se afastam da história quando ela se torna dura. Enfrentou derrotas sem renunciar a princípios, atravessou transformações profundas do mundo sem perder o rumo, soube renovar ideias sem romper com convicções”, diz nota da Fundação Maurício Grabois, da qual Rabelo foi presidente de honra.
Rabelo também fortaleceu a presença internacional do PCdoB e manteve relações com países socialistas como China, Vietnã e Cuba.
Também foi um dos articuladores junto a João Amazonas, da Frente Brasil Popular, que lançou a primeira candidatura de Lula à Presidência, em 1989.
Esquerda lamenta morte de Rabelo
A morte de Rabelo provocou manifestações de políticos de esquerda.
Lula afirmou em publicação nas redes sociais que “a visão estratégica de Renato Rabelo e sua capacidade de reunir as forças políticas em prol da soberania e justiça social seguirão, sempre, ajudando a guiar o caminho daqueles que querem construir um Brasil melhor para todas e todos”.
Guilherme Boulos disse que Rabelo “deu a vida pelo socialismo e a luta por um Brasil justo”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)