Moraes sinaliza prorrogar inquérito das fake news ao assumir o STF, em 2027

18.02.2026

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O Antagonista

Moraes sinaliza prorrogar inquérito das fake news ao assumir o STF, em 2027

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Wilson Lima
2 minutos de leitura 18.02.2026 11:38 comentários
Brasil

Moraes sinaliza prorrogar inquérito das fake news ao assumir o STF, em 2027

O inquérito das fake news foi aberto em 14 de março de 2019. Ele vai completar sete anos em 2026

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Wilson Lima
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Moraes sinaliza prorrogar inquérito das fake news ao assumir o STF, em 2027
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tem sinalizado a pessoas próximas que uma de suas primeiras medidas como presidente da Corte, em 2027, será prorrogar o inquérito das fake news.

A informação foi publicada pelo G1 e confirmada por O Antagonista.

O inquérito das fake news foi aberto em 14 de março de 2019. Ele vai completar sete anos daqui a aproximadamente um mês. Caso Moraes coloque seu plano em prática, a investigação pode chegar a 10 anos, já que o ministro ficará como presidente do Tribunal até 2029.

É bom lembrar que o inquérito das fake news foi aberto de ofício por Dias Toffoli a partir de uma interpretação difusa do art. 43 do regimento interno no Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, Moraes censurou a Crusoé e O Antagonista por causa da reportagem que revelou que Marcelo Odebrecht se referia a Toffoli como o “amigo do amigo do meu pai”.

No início, a investigação também afastou servidores da Receita que fiscalizaram o patrimônio de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Depois, passou a apurar ofensas de bolsonaristas nas redes aos ministros e, recentemente, incluiu a apuração do vazamento de seus dados pessoais na internet.

A investigação também foi usada pelos homens de Alexandre de Moraes para apurar clandestinamente o que a Lava Jato tinha sobre Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Durante o governo Jair Bolsonaro, os principais alvos dessa investigação foram militantes, empresários e deputados bolsonaristas. Os policiais à disposição de Moraes passaram a analisar desde movimentações bancárias a postagens nas redes sociais para verificar se há crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

Agora, o inquérito das fake news foi utilizado como subterfúgio para o desencadeamento da operação da PF em plena terça-feira de Carnaval, que mirou a atuação de quatro servidores da Receita Federal que, supostamente, teriam bisbilhotado dados de integrantes do Tribunal.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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