Moraes cita “modus operandi” de fuga ao decretar prisão de dez condenados
Decisão foi tomada após tentativa de fuga de Silvinei Vasques, detido no Paraguai enquanto tentava embarcar para El Salvador
O ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado, 27, a prisão domiciliar de dez pessoas condenadas nas ações penais da chamada trama golpista. Na decisão, o magistrado afirmou que o risco de fuga para o exterior é um “modus operandi” da organização criminosa.
A decisão foi tomada após a tentativa de fuga do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, detido no Paraguai enquanto tentava embarcar para El Salvador com passaporte falso.
Além de Silvinei, Moraes citou ainda o caso de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e ex-deputado federal, que se encontra foragido nos Estados Unidos com apoio de terceiros para obter documentos falsos.
“O término do julgamento do mérito da presente ação penal e o fundado receio de fuga do réu, como vem ocorrendo reiteradamente em situações análogas nas condenações referentes ao dia 8/1/2023 autoriza a decretação da prisão preventiva para garantia efetiva da aplicação da lei penal e da decisão condenatória deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu.
Moraes avaliou que havia elementos para a prisão preventiva, mas optou pela domiciliar por considerá-la mais “adequada e proporcional”.
Mandados de prisão
As ordens foram cumpridas pela Polícia Federal (PF) nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército em algumas diligências.
Entre as medidas cautelares estão o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas e de uso de redes sociais, entrega de passaportes e suspensão de documentos de porte de arma de fogo.
Entre os condenados que tiveram a prisão domiciliar decretada estão Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, Ângelo Denicoli e Bernardo Romão Corrêa Netto, ambos do Exército, além de Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha.
Até a manhã deste sábado, oito dos dez mandados foram cumpridos. Carlos Rocha não foi encontrado no endereço informado à Justiça e é considerado foragido.
O grupo recebeu penas que variam de 7 a 21 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada e golpe de Estado. A Primeira Turma do STF conduziu os julgamentos nos últimos dois meses.
A defesa de Filipe Martins criticou a decisão do STF. Segundo o advogado Jeffrey Chiquini, “no Brasil agora se responde pela conduta de terceiros”.
Martins, que ainda aguarda análise de recursos, possui autorização para sair de casa durante o dia, mas permanece com tornozeleira eletrônica.
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Comentários (2)
Edson Barbosa
27.12.2025 18:17Difícil de discordar do Xandão !!! Se espera, os fdps golpistas FOGEM, e do exterior ficam tirando sarro dele, da PF e de toda a Justiça Brasileira. Quando ele se adianta aos fatos e bloqueia a malandragem, vem um cérebro de formiga, com o papo murcho de " país sério ". Todos os "APRISIONADOS ANTECIPADOS " agradeçam aos malandros fujões anteriores, pelo presente de hoje !!! heheheheh
Osmair Mendonça
27.12.2025 16:04Alexandre, se morasse num país sério, estaria preso .