Moraes autoriza prisão domiciliar a Chiquinho Brazão
Ministro aceitou pedido da defesa de deputado que afirmou que o parlamentar sofre doença grave
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 11, que o deputado federal Chiquinho Brazão, um dos acusados de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), cumpra prisão domiciliar.
Moraes atendeu a um pedido da defesa de Brazão, que afirmou que o parlamentar sofre doença grave.
No despacho, o ministro determinou o uso de tornozeleira eletrônica e proibiu Brazão de usar redes sociais. Além disso, o parlamentar não poderá conversar com os investigados e dar entrevistas sem autorização do Supremo.
Exame
No início do ano, Moraes havia autorizado que o deputado fizesse um exame cardiológico fora da Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde está preso. Na ocasião, os advogados de Brazão solicitaram a transferência para a prisão domiciliar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se parcialmente contra o pedido. No entanto, a PGR concordou com um exame cardiológico dentro da prisão.
Moraes, porém, autorizou a “imediata realização” da cineangiocoronariografia.
O laudo médico enviado ao STF constou que Brazão tem “alto risco cardiovascular” e o seu quadro de saúde é considerado “complexo”.
Leia mais: “‘Boa relação com Marielle’, diz Chiquinho Brazão ao STF”
O ‘Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz.
Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. além do delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Sandra
11.04.2025 18:52Mirian vc disse tudo
Marian
11.04.2025 17:43Enquanto isso, uma cabeleireira armada com um batom, um pipoqueiro, um vendedor de algodão doce, senhores e senhoras idosas, até com bíblia na mão, morador de rua, enfim, irão amargar quase 2 décadas de xilindró.