Michelle se encontra com Gilmar Mendes
Ex-primeira-dama foi pedir a ajuda do ministro para que Jair Bolsonaro possa ir para a prisão domiciliar
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu nesta semana com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para interceder pelo marido, Jair Bolsonaro.
O encontro foi confirmado ao G1 pelo decano.
Michelle foi pedir a ajuda do ministro para que o marido possa ir para a prisão domiciliar.
Segundo o portal, ela está tentando sensibilizar os demais integrantes da Corte a falarem com o ministro Alexandre de Moraes.
O ex-presidente está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
Prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro
A defesa de Bolsonaro voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar humanitária.
Na nova petição, os advogados citam a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, e sustentam que o episódio altera substancialmente o quadro fático analisado no pedido anterior, negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a defesa, o incidente “não constitui episódio isolado ou fortuito”, mas materializa “os riscos clínicos concretos”, que, conforme argumentam, vêm sendo apontados há anos pela equipe médica que acompanha o ex-presidente.
Os advogados afirmam que tais riscos, anteriormente tratados como “projeções teóricas”, teriam se transformado em uma “realidade objetiva” após a queda.
“A prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como a única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, afirma a defesa, ressaltando que a medida poderia ser adotada sob fiscalização rigorosa e monitoramento eletrônico.
O pedido também sustenta que a manutenção de Bolsonaro em ambiente prisional, diante do novo quadro clínico, transfere ao Estado um risco já concreto, “expondo-o à responsabilidade objetiva por eventuais desfechos mais graves”, considerados previsíveis à luz dos laudos médicos já existentes.
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