Médicos de Bolsonaro pedem que ele evite ato em Brasília
Ex-presidente recebeu alta três semanas após cirurgia para desobstruir intestino
Os médicos de Jair Bolsonaro (PL) recomendaram que o ex-presidente não participe da manifestação em defesa da anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro, programada para a próxima quarta-feira, 7, em Brasília.
A recomendação foi feita após Bolsonaro receber alta hospitalar. De acordo com a equipe médica, liderada pelo cirurgião Cláudio Birolini, o ex-presidente deve evitar aglomerações e permanecer em resguardo por pelo menos três a quatro semanas devido ao risco de infecção.
Ao ser questionado na frente do hospital sobre sua participação no evento, Bolsonaro apontou para os médicos e disse:
“Quem vai responder são eles.”
O médico Cláudio Birolini afirmou:
“Nós passamos as instruções para o presidente para que ele não participe diretamente do ato, presencialmente do ato, porque isso não seria recomendado neste momento.”
Bolsonaro, que se recupera de uma cirurgia para desobstrução intestinal, aproveitou sua saída do hospital para criticar o governo Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Disse que não dá para “essas pobres pessoas continuarem presas”, referindo-se aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro.
“É humanitário acolher a [ex-]primeira-dama do Peru por corrupção, mas a Débora [Santos], com duas crianças pequenas em casa?”, questionou.
Durante sua internação, Bolsonaro foi intimado por uma agente do STF na UTI, a respeito do caso em que é acusado de envolvimento na trama golpista de 2022.
Após deixar a UTI, o ex-presidente teve boa aceitação de dieta líquida e apresentou melhora progressiva nos movimentos intestinais, o que permitiu sua alta no domingo.
Na noite de sábado, como mostramos, Bolsonaro publicou uma imagem impactante do próprio abdômen aberto durante a cirurgia, expondo as alças intestinais.
Esta foi a sexta cirurgia realizada por Bolsonaro desde que levou uma facada durante a campanha presidencial de 2018. A operação mais recente foi motivada por uma “suboclusão intestinal” — obstrução parcial causada por aderências decorrentes de procedimentos anteriores.
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