Maioria teme intervenção militar dos EUA no Brasil, indica Quaest
Contudo, 46% dos entrevistados disseram aprovar a ação militar na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 15, indica que a maioria dos brasileiros teme que os Estados Unidos façam no Brasil uma intervenção militar com a que fizeram na Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro, acusado de narcoterrorismo.
Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados têm medo de que os EUA “façam algo parecido” no Brasil, enquanto 40% não acham que o governo Trump possa reproduzir a operação no país. Apenas 2% não responderam.
Contudo, a maioria dos entrevistados se mostrou a favor de uma ação militar dos EUA na Venezuela.
A captura de Maduro é aprovada por 46% e desaprovada por 39%.
Outros 15% não responderam.
O que motivou Trump?
A Quaest perguntou quais motivos os entrevistados acham que levaram o presidente dos EUA, Donald Trump, a autorizar a ação na Venezuela.
Combater o narcotráfico foi a razão para 31%; restaurar a democracia, 23%; controlar o petróleo venezuelano, 21%; reduzir a influência da China, 4%; combinação de todas, 6%; nenhuma das alternativas, 2%.
Não sabem ou não responderam foram 13%.
A prisão de um ditador
Para 50% dos entrevistados, interferir em outro país para prender um ditador é aceitável.
Outros 41% discordam.
Cerca de 9% não opinaram.
Levantamento
O levantamento ouviu 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entre 8 e 11 de janeiro.
A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.
AtlasIntel
Pesquisa Latam-Wide, realizada pela AtlasIntel, mostra que 58% dos brasileiros aprovam a operação dos Estados Unidos que prendeu o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Outros 41% desaprovam a ação militar americana, enquanto 1% não sabe responder.
Entre os venezuelanos, o apoio é menor. 47% são favoráveis à operação, 25% são contrários e 28% não sabem responder.
Na média global, a iniciativa dos Estados Unidos registra 60% de aprovação, ante 34,94% de reprovação.
O levantamento ouviu 11.285 pessoas da Venezuela, países da América Latina e latinos que vivem nos Estados Unidos e Canadá.
A margem de erro é de um ponto para mais ou menos.
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