Lula celebra retirada de tarifas dos EUA: “Hoje estou feliz”
"Essas coisas vão acontecer na medida em que consiga galgar respeito das pessoas", afirmou o petista
O presidente Lula (PT) celebrou nesta quinta-feira, 20, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar a tarifa adicional de 40% sobre alguns produtos brasileiros.
Durante discurso no Salão do Automóvel 2025, o petista afirmou que “essas coisas vão acontecer na medida em que consiga galgar respeito das pessoas”.
“Agora, quando o presidente dos Estados Unidos tomou a decisão de fazer a supertaxação no mundo inteiro, todo mundo entra em crise. Todo mundo fica nervoso. Eu não costumo tomar decisão quando eu tô com 39 graus de febre. Eu espero a febre abaixar. Porque se você tomar com a febre muito alta, você vai cometer erros.
E hoje eu tô feliz, porque o presidente Trump já começou a reduzir algumas taxações que eles tinham feito a alguns produtos brasileiros. E essas coisas vão acontecer na medida em que a gente consiga galgar respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita. Ninguém. Em política, em economia, não tem mágica. Você tem que fazer aquilo que é possível fazer, na hora que é possível fazer.
Ninguém tem que ser comunicado à meia-noite que o presidente vai fazer um decreto. É melhor comunicar ao meio-dia. Porque se a coisa for feita corretamente, você não tem que ter medo se a bolsa vai subir ou cair“, afirmou o petista no Salão do Automóvel 2025.
Trump retira tarifas de carnes, café e outros
A Casa Branca anunciou nesta quinta, 20, a retirada da tarifas de extras de 40% sobre alguns produtos brasileiros.
A lista inclui carne bovina, café, açaí, cacau, frutas, vegetais, nozes e diversos outros produtos. Ao todo, são 249 itens acrescentados à lista de exceções do tarifaço aplicado ao Brasil.
A decisão é válida para produtos que entraram nos EUA a partir de 13 de novembro.
Eis trecho da nota oficial da Casa Branca:
“Em 6 de outubro de 2025, participei de uma ligação com o Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para tratar das preocupações identificadas no Decreto Executivo nº 14.323. Essas negociações estão em andamento. Também recebi informações e recomendações adicionais de diversos autoridades que, conforme minha determinação, têm monitorado as circunstâncias relacionadas à emergência declarada no Decreto Executivo nº 14.323.
Por exemplo, na opinião deles, certas importações agrícolas provenientes do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota ad valorem adicional imposta pelo Decreto Executivo nº 14.323, porque — entre outras considerações relevantes — houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil. Após considerar as informações e recomendações que essas autoridades me forneceram, bem como o estágio das negociações com o Governo do Brasil, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar o escopo dos produtos sujeitos à alíquota ad valorem adicional imposta pelo Decreto Executivo nº 14.323.”
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