Letícia Barros na Crusoé: O crime de estupro e o colapso moral de uma sociedade
É nosso papel criar cidadãos sérios e virtuosos, assim como é papel do Estado fazer o que está ao seu alcance
O caso do estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro, chocou o país.
Quatro adolescentes foram presos preventivamente, acusados de terem violentado uma menina de 17 anos, dentro de um apartamento. Um deles seria ex-namorado da vítima.
Não é o primeiro caso e nem o último, mas a natureza de um crime que rompe a camada mais íntima de um ser humano ainda faz embrulhar o estômago daqueles que não podem imaginar tal brutalidade.
Por mais que tentemos fugir das motivações por trás de um crime tão atroz e desumano – afinal, sequer é possível tolerar qualquer justificativa –, o fato reacende uma pergunta desconfortável: por que esse crime continua tão frequente?
A discussão sobre o estupro não é uma discussão meramente política, é uma discussão puramente humana.
Poucas liberdades são tão íntimas quanto a liberdade sexual: o direito de decidir se, quando e a quem entregar o próprio corpo.
Trata-se de um assunto intrinsecamente ligado à dignidade humana.
Por isso, por mais desconfortáveis que sejam as perguntas sobre quais são as razões e por qual motivo as manchetes estão frequentemente noticiando casos de estupro, elas são absolutamente necessárias para prevenir e combater com veemência e seriedade esse crime tão repugnante.
Para responder a essas perguntas, é imprescindível analisar dados.
São diversas as organizações que analisam dados de violência sexual a nível mundial, embora cada país tenha uma definição legal singular.
No Brasil, o código penal prevê inúmeros “crimes contra a dignidade sexual”, como o estupro, a importunação sexual, o assédio sexual, dentre outros.
Este texto não busca…
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