O Antagonista

A troca de mensagens que embasou a operação da PF contra Carluxo

avatar
Gustavo Roque
avatar
Wilson Lima
3 minutos de leitura 29.01.2024 16:01 comentários
Brasil

A troca de mensagens que embasou a operação da PF contra Carluxo

Para a PGR, a troca de mensagens flagradas no celular de Ramagem confirma a tese de que havia um sistema de monitoramento

avatar
Gustavo Roque
avatar
Wilson Lima
3 minutos de leitura 29.01.2024 16:01 comentários 0
A troca de mensagens que embasou a operação da PF contra Carluxo
Foto: Reprodução

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) contra Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi baseada em uma troca de mensagens entre o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e a assessora do filho do ex-presidente. Essa troca de mensagens ocorreu em 2020.

Para a Procuradoria Geral da República (PGR), a troca de mensagens flagrada no celular de Ramagem confirma a tese de que havia um sistema de monitoramento que beneficiava diretamente aliados de Jair Bolsonaro.

Ainda conforme a PGR, Luciana Almeida, assessora de Carlos Bolsonaro, operava como intermediadora das demandas do interesse do vereador com Alexandre Ramagem. Moraes diz na decisão:

“Da mesma forma, destaca a autoridade policial que a existência do Núcleo. Político e os serviços prestados pela estrutura paralela infiltrada na ABIN ganha concretude no pedido realizado por Carlos Nantes Bolsonaro, por meio de sua assessora Luciana Almeida, ao delegado Alexandre Ramagem, através de Priscilla Pereira e Silva”.

Eis o teor da mensagem enviada:

Troca de mensagens entre as assessoras. 
Reprodução / Decisão Alexandre de Moraes

Investigações

A solicitação de ‘ajuda’ se referia a investigações que envolveriam os filhos do então presidente da República e deste mesmo. A autoridade representante enxerga no episódio o recurso do que chama de ‘núcleo político’ do grupo ao dr. Ramagem, para obtenção de informações sigilosas e/ou ações ainda não totalmente esclarecidas“, diz a PGR no pedido de busca e apreensão contra Carlos Bolsonaro.

A PGR ainda acrescenta: “A interferência sobre procedimentos não seria acontecimento avulso no período. A representação minudencia a descoberta de impressão, pelo dr. Ramagem, em fevereiro de 2020, de informações de inquéritos eleitorais em curso na Polícia Federal que listavam políticos do Rio de Janeiro”.

Como mostramos mais cedo, o vereador Carlos Bolsonaro foi alvo de uma operação da PF que investiga o uso político de instrumentos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). A ação desta segunda-feira, 29, é um desdobramento da operação Vigilância Aproximada, desencadeada na semana passada e que mirou o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Carlos Bolsonaro é investigado por ter supostamente sido beneficiado das informações produzidas pela chamada “Abin paralela”. Segundo a PF, o ex-diretor-geral da Abin utilizou o software First Mile para monitorar aproximadamente 1,5 mil pessoas. Segundo a decisão de Moraes, ocorreram mais de 60 mil monitoramentos.

Brasil

Quem falou à PF e quem calou sobre a trama golpista

23.02.2024 08:18 2 minutos de leitura
Visualizar

Crusoé: Lula contra o mundo livre

Visualizar

Recopa: Fluminense leva gol no fim e perde 1° jogo da final para a LDU

Visualizar

Incêndio de grandes proporções destrói lojas em São Luís

Visualizar

Rússia amplia e moderniza suas forças nucleares estratégicas

Visualizar

Alerta climático: Previsão de temporais para o Brasil hoje

Visualizar

Tags relacionadas

Carlos Bolsonaro PGR Polícia Federal STF
< Notícia Anterior

PGR defende punição de policiais que não utilizarem câmeras corporais

29.01.2024 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Aparência física de Neymar em festa repercute nos jornais estrangeiros

29.01.2024 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Gustavo Roque

Suas redes

avatar

Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

Suas redes

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

Gustavo Nascimento

2024-01-29 16:42:03

Esta triste nação entre os pedalinhos do Lul4drã0 e o jetski de C4rlux0..


Torne-se um assinante para comentar

Notícias relacionadas

Quem falou à PF e quem calou sobre a trama golpista

Quem falou à PF e quem calou sobre a trama golpista

23.02.2024 08:18 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé: Lula contra o mundo livre

Crusoé: Lula contra o mundo livre

23.02.2024 08:02 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Incêndio de grandes proporções destrói lojas em São Luís

Incêndio de grandes proporções destrói lojas em São Luís

23.02.2024 07:56 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Alerta climático: Previsão de temporais para o Brasil hoje

Alerta climático: Previsão de temporais para o Brasil hoje

23.02.2024 07:34 3 minutos de leitura
Visualizar notícia

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.