Laudo do IML revela causa da morte de jovem que pulou na jaula da Leoa em João Pessoa
O episódio envolvendo a morte de um homem dentro da jaula de uma leoa em um zoológico de João Pessoa, na Paraíba, voltou a chamar a atenção
O episódio envolvendo a morte de um homem dentro da jaula de uma leoa em um zoológico de João Pessoa, na Paraíba, voltou a chamar a atenção.
O caso ocorreu após a invasão da área restrita do felino e resultou em um ataque fatal, mobilizando autoridades, especialistas em bem-estar animal e gestores de zoológicos. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi uma mordida no pescoço, que provocou hemorragia intensa
Como o ataque no zoológico ocorreu e quais fatores influenciaram o comportamento da leoa
O ataque foi descrito como uma reação direta da leoa à invasão do seu recinto, considerado pelo animal como área de refúgio e segurança. A administração do Parque Zoobotânico Arruda Câmara informou que o felino estava em sua área de manejo habitual quando houve a entrada repentina do homem na jaula.
Relatos do zoológico indicam que a leoa não chegou a se alimentar do corpo, reforçando a interpretação de um ataque defensivo e territorial. Especialistas destacam que grandes felinos podem reagir de forma imediata a movimentos bruscos, cheiros diferentes e ruídos inesperados, sobretudo em ambientes confinados e sob estresse.
Como funciona a segurança em zoológicos e o planejamento dos recintos de grandes felinos
A segurança em zoológicos modernos se baseia em protocolos que envolvem arquitetura, vigilância e treinamento contínuo das equipes técnicas. No caso da jaula da leoa em João Pessoa, havia uma parede alta com grades de proteção, projetada para impedir o acesso do público à área interna, mas que foi escalada pelo visitante.
De forma geral, recintos para grandes felinos são planejados com múltiplas camadas de proteção, que buscam reduzir riscos tanto para o público quanto para os animais e facilitar respostas emergenciais em situações atípicas.
- Barreiras físicas altas, com muros, fossos ou vidros reforçados;
- Áreas de amortecimento entre o público e o recinto, impedindo a aproximação direta;
- Sinalização ostensiva sobre riscos e proibições de acesso;
- Sistemas de monitoramento por câmeras, rádios e vigilantes;
- Planos de emergência em caso de fuga, queda ou invasão de recintos.
A leoa será sacrificada e como funciona o manejo de animais em cativeiro após incidentes
Após o ataque, uma das principais dúvidas do público foi sobre o destino da leoa, e a Prefeitura de João Pessoa afirmou que o animal não será sacrificado. A direção do Parque Zoobotânico Arruda Câmara ressaltou em nota nas suas redes sociais que a leoa é saudável, apresenta comportamento adequado e reagiu de forma compatível com a invasão do recinto:
O manejo de animais silvestres em zoológicos segue protocolos que priorizam o bem-estar, a avaliação veterinária e o monitoramento do comportamento após eventos traumáticos. No caso da leoa, houve relato de estresse elevado, o que motivou acompanhamento contínuo da equipe técnica.
Qual o papel dos zoológicos na prevenção de novos incidentes?
O episódio reacendeu o debate sobre o papel dos zoológicos no Brasil em 2025, especialmente em conservação, educação ambiental e pesquisa científica. Essas instituições precisam equilibrar a exposição dos animais ao público com a segurança e o bem-estar de visitantes e espécies mantidas em cativeiro.
Entre as lições apontadas estão o reforço da comunicação sobre riscos, a revisão de barreiras físicas em pontos vulneráveis e a capacitação das equipes para identificar comportamentos atípicos de visitantes.
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