Jovem que desapareceu no Pico Paraná é encontrado vivo
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Roberto apareceu na base da montanha com escoriações, hematomas e sinais de grande desgaste físico
O caso de Roberto Farias Thomaz, jovem de 20 anos que se perdeu no Pico Paraná e foi encontrado com vida após vários dias, chamou atenção pela sequência de eventos, pelas condições em que ele foi localizado e pela grande operação de buscas mobilizada na região da serra do Mar, no Paraná.
Como Roberto foi encontrado após se perder no Pico Paraná
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Roberto apareceu na base da montanha com escoriações, hematomas e sinais de grande desgaste físico, depois de caminhar mais de 20 quilômetros em área de mata.
Ele chegou sozinho a uma fazenda na região da hidrelétrica de Cacatu, em Antonina, o que foi decisivo para o encerramento das buscas iniciadas na tarde de quinta-feira.
No momento em que foi localizado, o jovem estava sem as botas e descalço, além de ter perdido os óculos de grau, o que teria dificultado a visão.
Roberto relatou que passou a noite na montanha, sentiu desorientação em vários momentos e caminhou por longos trechos até encontrar uma área habitada.
O que aconteceu durante a trilha no Pico Paraná
O desaparecimento começou na tarde de uma quarta-feira, quando Roberto iniciou a subida pela trilha em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, acompanhado da amiga Thayane Smith.
Durante a ascensão, ele passou mal algumas vezes, chegando a vomitar em diferentes trechos, mas o duo alcançou o cume por volta das 4h da manhã de quinta-feira.
Após cerca de duas horas de descanso no topo, os amigos iniciaram a descida e, em determinado ponto, houve nova parada antes da separação do grupo em circunstâncias ainda analisadas.
No cume, eles chegaram a encontrar outros montanhistas, o que é comum em feriados e períodos de grande movimento na serra do Mar.
Como foi organizada a busca pelo jovem desaparecido
Com o atraso no retorno e a ausência de contato, o Corpo de Bombeiros foi acionado na tarde de quinta-feira e iniciou uma operação de busca em trilhas e áreas adjacentes.
As equipes enfrentaram neblina, vegetação fechada, trechos íngremes e variações de clima, utilizando tanto recursos tecnológicos quanto apoio de voluntários experientes.
Para ampliar o alcance da varredura na mata e aumentar as chances de localização, foram empregados diferentes meios de busca coordenados entre si:
- Equipes especializadas em resgate em montanha atuando em solo;
- Aeronaves com câmeras térmicas para varredura aérea da serra;
- Drone com sensor infravermelho para identificação de calor humano;
- Voluntários com experiência em trilhas na serra do Mar;
- Coordenação entre bombeiros, familiares e outros trilheiros.
Quais cuidados o Pico Paraná exige dos montanhistas
O Pico Paraná, ponto mais alto da Região Sul do Brasil, combina beleza cênica com um trajeto de grande exigência física e mental.
A trilha inclui longas subidas íngremes, trechos técnicos, locais expostos e mudanças bruscas de clima, o que pode aumentar o risco para pessoas sem preparo adequado.
Fatores considerados essenciais para reduzir riscos na região e em outras montanhas: planejamento prévio do trajeto, uso de equipamentos apropriados, avaliação constante das condições físicas, manutenção do grupo unido e definição de horário previsto de retorno comunicado a terceiros.
O que está sendo investigado sobre o desaparecimento no Pico Paraná
A investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná segue em andamento em 2025 e, até o momento, o caso é tratado como desaparecimento, sem indícios de crime.
Policiais ouviram familiares, a amiga que acompanhava o jovem e outros trilheiros que estiveram no local no mesmo período.
Com base nas oitivas e em eventuais registros de imagem, a polícia busca reconstruir o trajeto percorrido por Roberto e esclarecer a dinâmica no cume e na descida.
As informações também devem auxiliar na identificação de pontos de risco e no aprimoramento de ações de segurança na região do Pico Paraná.
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