Jordy quer informações sobre pagamentos atrasados e rombo dos Correios
"A administração desastrosa da instituição é consequência da forma corrupta e irresponsável com que o governo gerencia tudo”, afirmou o parlamentar
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou um requerimento de informação ao ministro das Comunicações, Juscelino Filho, sobre a crise financeira enfrentada pelos Correios. Ele destacou que, diante do aumento significativo das despesas com dirigentes registrada na instituição, é fundamental que haja total transparência na gestão dos recursos públicos.
A crise nos Correios se intensificou com o atraso no pagamento dos salários de parte dos funcionários, especialmente em São Paulo. Isso levou o sindicato que representa os servidores a protocolar um ofício cobrando explicações da direção da estatal.
De acordo com informações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a referida estatal registrou um déficit de R$ 3,2 bilhões no exercício anterior.
Quando questionado por O Antagonista sobre as causas da crise, Jordy afirmou: “Uma coisa está atrelada à outra. A administração desastrosa da instituição é consequência da forma corrupta e irresponsável com que o governo gerencia tudo”.
Transparência
O parlamentar justificou, no pedido de informação protocolado ao governo, que “A sociedade brasileira tem o direito de obter transparência sobre as decisões que impactam diretamente a viabilidade dos Correios, especialmente quando tais decisões envolvem um crescimento“.
CPI
Em resposta a essa situação, a oposição também apresentou, por meio do deputado José Trovão (PL-SC), um pedido para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o rombo financeiro e as denúncias de má administração nos Correios.
Após a apresentação à Mesa Diretora da Câmara, o pedido será submetido ao apoio dos parlamentares. Para que a CPI seja formalmente aceita, é necessário o recolhimento de 171 assinaturas de deputados.
A oposição ressalta que, em 2024, a estatal fechou o ano com um rombo bilionário. Dada a gravidade da situação financeira, considera essencial realizar uma análise detalhada das causas do desequilíbrio, além de investigar possíveis práticas de má gestão, desvio de recursos públicos e fraudes contratuais.
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Comentários (2)
Sandra
05.02.2025 21:04Se Minas Gerais entregas as suas companhias públicas vai ser outra festa deste desgoverno
Eduardo
05.02.2025 15:59Já deviam ter privatizado há muito tempo.