Janja desiste de desfilar na Sapucaí
Primeira-dama preferiu assistir ao desfile da Acadêmicos de Niterói do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro
A primeira-dama Janja (à esquerda na foto) desistiu de desfilar pela Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Lula (PT) na Marquês de Sapucaí, no Carnaval do Rio de Janeiro.
Ela preferiu assistir ao desfile do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, ao lado do marido e do prefeito Eduardo Paes.
Confirmada pela escola, a presença de Janja constava no livro Abre-Alas da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro).
Destaque do carro “Amigos de Lula”, ela foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
A desculpa de Janja
Em nota, a assessoria da primeira-dama afirmou que ela desistiu de desfilar devido à “possibilidade de perseguição à escola”.
“Mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida.
Durante a concentração, desceu para apoiar a Acadêmicos de Niterói, essa Escola de Samba que foi extremamente corajosa em enfrentar tudo e todos para levar esse enredo e esse desfile para a avenida, e depois subiu para assistir à homenagem ao lado do presidente Lula. Essa noite foi uma noite de celebração à cultura brasileira, presidente Lula e ao maior espetáculo da terra, que é o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.”
A homenagem a Lula na Sapucaí
A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com uma homenagem direta a Lula.
Estreante na elite do samba carioca após vencer a Série Ouro, a escola levou à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que reconstrói a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.
A escola apostou em símbolos associados ao universo político do presidente. Uma das alas mais comentadas trouxe fantasias predominantemente vermelhas com estrelas brancas ao centro, referência direta ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O desfile também incluiu alegorias de forte carga satírica. Em um dos carros, um boneco gigante do palhaço Bozo apareceu caracterizado como presidiário, atrás de grades e usando tornozeleira eletrônica.
A representação foi interpretada como crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Comentários (2)
Denise Pereira da Silva
16.02.2026 10:50E que honrada desculpa usada para não ter desfilado: “possibilidade de perseguição à escola”. Sei…
Ela “decidiu” não desfilar? Kkkk.