Investigação indica que PM pode ter sido levado ao “Tribunal do Crime”
O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desapareceu em novembro de 2025 em São Paulo
O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desapareceu em novembro de 2025 em São Paulo, após uma suposta condução a um “tribunal do crime” na zona sul, e seu carro foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra.
Desaparecimento do policial militar Fabricio Gomes de Santana
O caso começou com uma discussão em via pública, na Avenida dos Funcionários Públicos, área marcada por disputas entre criminosos.
Horas depois, Fabrício reencontrou o mesmo homem em uma adega da região, momento em que foi visto com segurança pela última vez.
No dia seguinte, o Ford Ka do policial foi localizado carbonizado em Itapecerica da Serra.
A partir desse achado, a polícia passou a trabalhar com a hipótese de execução e ocultação de cadáver, enquanto familiares e colegas aguardam notícias sobre seu paradeiro.
🚨DESPARECIDO | PM desaparece às vésperas do casamento e carro é achado em chamas em SP.
— The Incorrupt (@TheIncorrupt_) January 10, 2026
O cabo Fabrício Gomes de Santana sumiu após desentendimento em um bar na Zona Sul; três suspeitos de envolvimento no sequestro e ligados ao PCC já estão presos. pic.twitter.com/UkYCTzhmjt
Principais suspeitos e dinâmica do sequestro
Três pessoas foram presas por suspeita de participação no sumiço do PM.
Um dos detidos disse que acompanhava Fabrício quando foram abordados por um indivíduo conhecido como “Gato Preto”, que comentou a repercussão da briga com o policial.
Segundo o depoimento, o PM, apreensivo, teria aceitado ir até uma “biqueira”, área de tráfico controlada por facção.
Ao chegar ao local, ele e o acompanhante teriam sido recebidos por cerca de seis pessoas, separados e desarmados, com dois revólveres apreendidos.
Funcionamento do chamado tribunal do crime nas periferias
O suposto envio do policial a um “tribunal do crime” revela a atuação de estruturas paralelas de julgamento em áreas dominadas por facções.
Esses grupos assumem ilegalmente o papel de julgar conflitos internos, devedores, rivais e pessoas vistas como ameaça.
Nesses julgamentos, integrantes influentes interrogam, verificam informações e decidem punições que podem ir de espancamentos a execuções e desaparecimentos, especialmente quando envolve agentes de segurança em territórios do tráfico.
- Objetivo principal – controlar o território e impor regras internas;
- Alvos comuns – rivais, informantes, devedores e acusados de desrespeito;
- Métodos de intimidação – ameaças, sequestros e agressões físicas;
- Principais efeitos – desaparecimentos, mortes e aumento do medo local.

Como a polícia está investigando o caso
A investigação segue o padrão aplicado em ocorrências ligadas a facções, cruzando depoimentos, inteligência e buscas em campo.
O acompanhante relatou ter sido interrogado por cerca de duas horas, enquanto o policial permanecia sob controle do grupo em uma rua estreita.
Em certo momento, um dos presentes teria anunciado que o PM seria morto; ao ser liberado, o acompanhante ouviu que Fabrício já estaria sem vida e percebeu que o carro não estava mais no local.
A polícia usa perícia no veículo queimado, análise de câmeras e ações em áreas de mata para tentar localizar o corpo e identificar mandantes.
Impactos para a segurança pública em São Paulo
O desaparecimento do policial expõe a capacidade de facções de desafiar o Estado e impor normas próprias em áreas periféricas.
O caso também evidencia a vulnerabilidade de agentes fora de serviço em regiões sob influência do tráfico de drogas.
A apuração busca esclarecer o papel de cada suspeito, a eventual participação de lideranças locais e possíveis vínculos com organizações criminosas maiores, o que pode influenciar futuras operações e estratégias de combate ao crime organizado.
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