IML libera corpo de “Sicário” para seus familiares
Segundo a PF, o funcionário de Vorcaro, dono do Banco Master, atentou contra a própria vida, enquanto estava sob custódia da instituição
O Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IML), em Belo Horizonte, liberou na tarde deste sábado, 7, o corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro.
A defesa do “Sicário” de Vorcaro afirmou que ele morreu na sexta-feira, 6, no Hospital João 23, em Belo Horizonte (MG). O corpo – que deu entrada no IML às 9h deste sábado – estava passando por perícia.
“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 6/3/26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, disse o advogado Robson Lucas da Silva, em nota.
Segundo a PF, o funcionário de Vorcaro, dono do Banco Master, atentou contra a própria vida, enquanto estava sob custódia da instituição.
Investigação
O incidente ocorreu na quarta-feira, 4, na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, horas após sua prisão na Operação Compliance Zero.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a sequência de eventos está registrada em vídeo. Segundo ele, “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.
A PF informou ainda que comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, e que as imagens serão entregues às autoridades competentes.
Sicário
Chamado de “sicário” por Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era o coordenador operacional da chamada “A Turma”, grupo responsável por ações intimidatórias contra adversários de Daniel Vorcaro.
As investigações apontam que ele teria obtido acesso ilegal a sistemas da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e até do FBI e Interpol para monitorar adversários do banqueiro.
As investigações apontam que o grupo criminoso mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada.
“As investigações também apontam que LUIZ PHILLIPI MACHADO DE MORAES MOURÃO realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial”, disse o ministro André Mendonça na decisão que autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero.
“Tais acessos teriam ocorrido mediante utilização de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, permitindo a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional. A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, acrescentou o ministro.
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