Imagens da megaoperação mostram ataques a policiais e resgates
O drone da polícia registrou um grupo de seis agentes sendo atacado a tiros enquanto subia a Serra da Misericórdia atrás de traficantes
Imagens exibidas pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, no domingo, 2, mostram criminosos fortemente armados atacando policiais na mata da Serra da Misericórdia, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, na terça, 28, quando foi deflagrada a megaoperação Contenção para impedir a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) na região.
O drone da polícia registrou um grupo de seis policiais sendo atacado a tiros enquanto subia o morro atrás dos traficantes.
Um deles foi ferido na mão. O outro, na barriga.
As imagens também mostram o policial Rodrigo Cabral se aproximando para socorrer os colegas feridos.
No entanto, após entrarem na mata, os policiais foram novamente atacados pelos criminosos.
Atingido na cabeça, Rodrigo Cabral ficou caído.
Ele só foi resgatado quando policiais do BOPE, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, conseguiram rastejar até o corpo (foto).
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Policiais mortos na megaoperação
Quatro policiais — dois civis e dois militares — morreram durante a Operação Contenção.
São eles: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, Rodrigo Velloso Cabral, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca.
“Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais”, afirmou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, na quarta, 29, um dia após a operação nos complexos do Alemão e da Penha.
Operação Contenção
No último balanço da Operação Contenção, a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que os agentes apreenderam 118 armas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver, além de 14 artefatos explosivos, carregadores, munições e drogas.
Foram 117 “narcoterroristas neutralizados”.
Dos 115 que já foram identificados, 59 tinham mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam histórico criminal relevante.
Dois dos criminosos ainda não foram identificados por não possuírem registros papiloscópicos, de arcada dentária ou de DNA.
“As investigações apontam que 95% dos mortos tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de outros estados – incluindo chefes de organizações criminosas oriundos do Pará, Bahia, Amazonas, Goiás, Maranhão e Espírito Santo, entre outros”, segundo a pasta.
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Comentários (1)
Jorge Augusto Vasconcelos Alves
03.11.2025 10:43Atacaram o policial prestando socorro. Não pode haver trégua com estes criminosos.