Ibama investiga mulher que disparou e torturou uma onça
A divulgação de um vídeo nas redes sociais, onde uma mulher é flagrada torturando e matando uma onça-parda, levantou preocupações e revoltas
A divulgação de um vídeo nas redes sociais, onde uma mulher é flagrada torturando e matando uma onça-parda, levantou preocupações e revoltas entre usuários. A gravação mostra a atiradora acompanhada de um homem e uma terceira pessoa responsável pela filmagem. Ao receber o conteúdo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou uma investigação para identificar os envolvidos e determinar a localização e a data do ocorrido.
No vídeo, a mulher dispara em uma onça-parda que se encontrava em uma árvore. Após cair ao solo, o animal é atacado por quatro cães que acompanhavam os indivíduos. Apesar das tentativas de defesa, a onça não resiste aos ferimentos. Esse caso destaca a crescente preocupação sobre a proteção de espécies quase ameaçadas como a onça-parda, especialmente nas áreas de Caatinga.
Por que a onça-parda está ameaçada?
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a onça-parda está listada como “quase ameaçada” em território brasileiro. Essa vulnerabilidade está ligada à destruição do habitat, caça indiscriminada e retaliações de áreas rurais, com animais sendo mortos por invadirem criações ou simplesmente por medo.
Com o declínio populacional, há uma alta preocupação sobre o prospectivo risco de extinção, tornando ainda mais vital a proteção dessa espécie. O assassinato das onças-pardas, infelizmente, não é um incidente isolado, refletindo práticas comuns de caça esportiva e retaliação, práticas essas que desafiam a legislação atual.
Qual a penalização por crimes contra animais silvestres?
As pessoas envolvidas na morte e tortura da onça-parda podem ser acusadas de maus-tratos contra o animal e os cães, além de homicídio do espécime silvestre. Tais crimes preveem penas de três meses a cinco anos para maus-tratos, e de seis meses a um ano pela morte do animal, juntamente a multas que variam entre R$ 500 a R$ 5.000.
Porém, de acordo com Roberto Cabral, agente do Ibama, a legislação atual é considerada inadequada para inibir esses atos, já que a punição para maus-tratos de animais silvestres é menor em comparação aos domésticos. Isso resulta em encorajamento para tais práticas, com penalidades vistas como insuficientes para dissuadir possíveis infratores.
O caso da onça-parda traz à tona a crescente necessidade de conscientização e legislação eficaz para proteger a biodiversidade do Brasil, chamando atenção para o papel crucial do Ibama e outras entidades em promover ações de conservação e endurecimento penal.
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