Grupos evangélicos protestam contra a investigação de Malafaia
Aliado de Bolsonaro, o pastor passou a ser investigado no inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra autoridades brasileiras nos EUA
Pastores associados ao Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) protestaram no domingo, 17, contra a inclusão do pastor Silas Malafaia (foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.
Em nota assinada por 25 líderes evangélicos, o conselho disse não poder aceitar “tamanha perseguição” contra uma das “maiores lideranças evangélicas do país”.
“O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) repudia, com veemência, a inclusão imprópria e injusta do Pastor Silas Malafaia no inquérito que apura suposta obstrução de justiça, coação no curso do processo, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, entre outros.
O Pastor Silas Malafaia é uma das maiores lideranças evangélicas do país, com reconhecimento internacional, sendo uma das principais vozes que representam o povo evangélico brasileiro. Não podemos aceitar tamanha perseguição, que ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa.
Apelamos aos ministros do STF, bem como a senadores e deputados, pois o Brasil está caminhando para algo perigoso e inaceitável. A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito, como garante a nossa Constituição.
Orando por um país livre e justo.”
“Inadmissível”
Na sexta, 15, a Confederação dos Conselhos de Pastores e Líderes Evangélicos do Brasil (Concepab) e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) também repudiaram a investigação.
Para as entidades evangélicas, “é inadmissível que manifestações religiosas ou opiniões criticas sejam criminalizadas, sob pena de se instaurar um regime de censura indevida à liberdade de expressão, de opinião e ao livre exercício da fé”.
“A sociedade brasileira não vai permanecer inerte diante de atos que atentam contra essas garantias constitucionais”, acrescentaram.
A Concepab e o Fenasp afirmaram ainda que o STF não pode se converter em “instrumento de perseguição ideológica ou em meio de tortura psicológica por meio de inquéritos intermináveis, sob pena de ferir gravemente o princípio da imparcialidade e a inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV. CF)”.
“A Concepab e o Fenasp reiteram, com firmeza, seu repúdio a quaisquer práticas que violem direitos e garantias fundamentais, reafirmando seu compromisso em denunciar abusos e permanecer vigilantes e atuantes para que as liberdades constitucionais, a liberdade religiosa e o Estado Democrático de Direito sejam integralmente preservados”, concluíram.
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