Galeão atrai seis interessados em leilão marcado para março
Ministério de Portos e Aeroportos conclui rodada de apresentações; valor mínimo é de R$ 932 milhões
O governo federal finalizou nesta quinta-feira, 5, a fase de apresentações do projeto de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Seis empresas participaram das reuniões que antecederão o leilão, previsto para 30 de março.
As apresentações ocorreram em formato de roadshow, no qual representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), da Casa Civil e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) detalharam o modelo de concessão e as diretrizes contratuais aos potenciais participantes. O objetivo foi atrair investidores e esclarecer dúvidas sobre o processo licitatório.
“O roadshow foi uma oportunidade importante para apresentar, de forma transparente, os avanços do projeto e ouvir o mercado. Tivemos um diálogo qualificado, que reforça a confiança dos investidores e contribui para o sucesso do leilão do Galeão”, afirmou o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo.
Modelo de concessão prevê pagamento inicial
O processo define que a disputa ocorrerá pelo critério de maior contribuição inicial. O consórcio vencedor será aquele que se comprometer a pagar o valor mais alto no início do contrato. O lance mínimo é de R$ 932 milhões.
Além do pagamento inicial, a empresa assumirá o compromisso de repassar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da operação. O contrato terá vigência até 2039.
O acordo firmado entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o governo prevê ainda o fim da participação acionária da Infraero no terminal. A empresa vencedora terá controle total da operação aeroportuária.
Terminal é o terceiro maior do país
O Galeão registrou a movimentação de 17,5 milhões de passageiros em 2024, o que o coloca na terceira posição entre os aeroportos brasileiros. Desse total, 5,6 milhões utilizaram voos internacionais.
O leilão simplificado foi desenhado para solucionar problemas financeiros do contrato vigente, que enfrentou dificuldades devido a projeções de demanda que não se confirmaram. A renegociação envolveu o TCU, a Anac e o atual concessionário.
O próximo passo do processo será a realização de uma audiência pública de esclarecimentos, marcada para 26 de fevereiro, na sede da B3, em São Paulo. Na ocasião, o governo responderá a questionamentos dos interessados antes da abertura oficial do leilão.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)