Flávio Bolsonaro vai mediar crise entre aliados no Rio?
Senador tenta revogar decisão de Rodrigo Bacellar, como governador interino, de exonerar Washington Reis
O senador Flávio Bolsonaro (PL) surgiu como possível mediador para uma crise instaurada na semana passada entre aliados no Rio de Janeiro, após o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), exonerar o secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), durante uma viagem do governador do Rio, Cláudio Castro, ao exterior.
Como governador em exercício, Bacellar publicou a demissão de Reis na quinta-feira, 3.
Em entrevista ao site Agenda do Poder, o filho de Jair Bolsonaro disse ter pedido a Castro que revogasse a exoneração de Washington Reis e negociasse uma “saída no diálogo” entre Bacellar e o ex-secretário de Transportes.
“Sugeri ao governador que revisse a exoneração, ele próprio fazendo ou alinhado com Rodrigo Bacellar. Washington Reis é uma grande liderança e é importante estar no nosso time em 2026”, disse Flávio ao Globo.
Bacellar, contudo, reafirmou que deixaria de ser candidato ao governo do Rio caso seja desautorizado por Cláudio Castro.
“Não retiro uma vírgula do que disse”, afirmou.
Os dois envolvidos na crise disputam o apoio da família Bolsonaro para concorrer ao Palácio Guanabara na eleição de 2026.
Desde que retornou de uma viagem internacional, Castro ainda não revogou a demissão de Reis.
Mesmo exonerado do governo estadual, o ex-secretário cumpriu agenda relacionada à pasta em Brasília nesta terça, 8, quando se reuniu no Ministério dos Transportes para discutir o apoio federal a obras em uma rodovia na altura de Magé, município da Região Metropolitana do Rio.
Manobra
Em abril do ano que vem, Castro deve abrir mão do restante de seu mandato para focar na disputa por uma vaga no Senado Federal.
O nome de seu ex-vice, Thiago Pampolha, foi aprovado para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que abriu espaço para Bacellar concorrer ao Palácio Guanabara em 2026.
Até então, o sucessor imediato para assumir os últimos meses do governo do Rio – e ser conhecido pelos eleitores – era justamente o presidente da Alerj.
Agora, com a crise instalada, o nome de Bacellar deixa de ser uma certeza absoluta.
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