Fiéis celebram São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis e padroeiro do Flamengo
Missas desde a madrugada reúnem devotos em capitais e no interior; Rubro-Negros participam de celebração especial na Gávea
Católicos em todo o país celebram nesta terça, 28, o Dia de São Judas Tadeu, apóstolo e mártir conhecido como padroeiro das causas impossíveis. O santo também é padroeiro do Flamengo, cuja devoção atravessa gerações desde os anos 1950.
Em São Paulo, o Santuário São Judas Tadeu, no Jabaquara, realiza missas desde as 5h, com intensa movimentação de fiéis. A procissão está marcada para depois da missa das 17h, presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer. Parte das celebrações tem transmissão ao vivo, conforme a organização do santuário.
Em Belo Horizonte, o Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu, no bairro da Graça, prevê a presença de mais de 60 mil pessoas. As missas ocorrem a cada duas horas, começando à meia-noite, com celebrações solenes às 6h, 18h e 22h. A Arquidiocese recomenda que os fiéis cheguem com antecedência e utilizem transporte público devido ao grande fluxo de peregrinos.
Em Aracaju, as comemorações começaram com alvorada e bênção de veículos. Missas seguem ao longo do dia, culminando na celebração solene das 17h30, presidida pelo arcebispo metropolitano Dom João Costa, seguida de procissão.
No Rio de Janeiro, o Santuário de São Judas Tadeu, no Cosme Velho, segue com programação especial e a tradicional missa rubro-negra.
O Flamengo mantém o santo como padroeiro desde 1953, quando o padre Luiz Gonzaga de Campos Góes celebrou missa na Gávea e pediu aos jogadores que acendessem velas ao apóstolo.
A devoção ganhou força após o tricampeonato carioca conquistado em 1953, 1954 e 1955. Em 1957, a imagem do santo foi entronizada na sede do clube. A relação se tornou símbolo de fé e tradição, e o dia 28 de outubro foi incluído no calendário oficial do Rio de Janeiro como Dia do Flamenguista.
São Judas Tadeu foi um dos doze apóstolos de Jesus e é lembrado por sua pregação em regiões do Oriente, onde morreu martirizado no ano 70 d.C.
O apóstolo é representado com um livro e uma machadinha, símbolos da evangelização e do martírio.
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