Fachin cobra Mendonça sobre afastamentos na PF
Ministro dá prazo de 72 horas após recurso da AGU contra decisão que retirou dois dirigentes da corporação
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, estabeleceu nesta terça-feira, 8, um prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça responda a um recurso movido pela Advocacia-Geral da União.
O pedido da AGU busca reverter a decisão que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Após a resposta de Mendonça, o caso retornará à Presidência da Corte para avaliação.
Contradição apontada pela União
A AGU protocolou o recurso poucas horas após a decisão de Mendonça se tornar pública. O documento aponta uma inconsistência na conduta do ministro: em momento anterior, Mendonça teria sinalizado que o assunto deveria ser julgado pelo plenário do STF, mas depois optou por submeter os afastamentos ao referendo da Segunda Turma.
O órgão também sustenta que Mendonça se adiantou a uma apuração já iniciada por Fachin sobre o mesmo episódio.
O presidente do STF havia concedido cinco dias úteis para que Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet e o próprio Andrei Rodrigues prestassem esclarecimentos sobre a elaboração e divulgação de relatórios de inteligência produzidos pela PF.
Segundo a Advocacia-Geral da União, a medida de Mendonça gerou “decisões concorrentes sobre o mesmo objeto” e esvaziou a apuração conduzida pela Presidência da Corte. A petição destaca ainda que Andrei foi afastado enquanto o prazo fixado por Fachin ainda estava em curso.
Interferência na PF é citada
A AGU alega que o episódio dos relatórios de inteligência configura fato autônomo, o que retiraria de Mendonça a competência para decidir sobre essa parte do caso. Para o órgão, caberia à Presidência do Supremo conduzir a análise até que fosse levada ao colegiado responsável.
O recurso também argumenta que os afastamentos afetam a prerrogativa constitucional do presidente da República de nomear e substituir a cúpula da Polícia Federal, além de gerar risco de desorganização interna com a saída simultânea dos dois dirigentes.
Mendonça, ao determinar os afastamentos, também havia solicitado abertura de investigações penal e administrativa pela Corregedoria da PF e suspendido a produção de relatórios de inteligência sobre integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da própria corporação.
A matéria chegou a obter maioria na Segunda Turma, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
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Comentários (6)
Sandra
09.09.2026 13:21Como manter na investigação policiais envolvidos no crime investigado? E nem tem como desmentir, a muito tempo já tem fotos do Andrei e outras autoridades participando participando dos eventos do Vorcaro.
Annie
09.09.2026 11:42Cobra sim ao Xandao esse nunca me enganou.
Marian
09.09.2026 09:45Fraqueza.
jorcovix
09.09.2026 07:14Porque o Fraquin não tem a mesma velocidade e determinação para enquadrar o Xandão
Angelo Sanchez
09.09.2026 00:43No governo Bolsonaro, a indicação de Ramagem foi contestada pelo Xandeco, e ninguém criticou, hoje quando Mendonça contesta o tal de Andrei na Polícia Federal, a esquerda peteba ficou assustada e a Rede Bobo, está inconformada.
amf8118@gmail.com
08.09.2026 22:41Estamos às vésperas de eleições e Lula quer ganhar no tapetão! Todos os protagonistas nomeados direta ou indiretamente por ele são suspeitos! A começar por Dias Toffoli!