Ex-presidente do INSS usou pizzaria para ocultar valores de propina, diz PF
Montante chegou a R$ 250 mil após assumir o comando da instituição
A Polícia Federal (PF) apontou que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto (foto) recebia propina do esquema de desvios de aposentadorias e pensões disfarçada como honorários de consultoria ou assessoria técnica, utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores.
Uma delas era uma pizzaria.
Segundo a PF, Stefanutto recebia até R$ 250 mil por mês. A maioria dos repasses ocorreu entre junho de 2023 e setembro de 2024.
Para o órgão, “ficou claro que, em troca de sua influência, Stefanutto recebia propinas recorrentes utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores (lavagem de dinheiro)“.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, os pagamentos eram feitos por empresas ligadas ao operador financeiro do esquema, o empresário Cícero Marcelino, e eram mascarados como honorários de consultoria ou serviços técnicos.
A defesa de Stefanutto afirma que ele vai “comprovar a inocência”.
Prisão
Stefanutto foi preso nesta quinta-feira, 13, durante a nova fase da Operação Sem Desconto.
A decisão foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para Mendonça, Stefanutto poderia embaraçar as investigações em curso. Além disso, conforme apurou O Antagonista, em delação Maurício Camisotti apresentou informações que teriam comprometido o ex-presidente do INSS.
Além de Stefanutto, também foram alvos da operação José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro; o deputado federal Euclydes Petterson (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA).
Leia mais: PF prende ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
13.11.2025 20:09O Camisotti pode dar todo o serviço . Vamos ver se o STF ajuda no inquérito ao invés de anular provas contra afetos e parceiros