Esse sítio possui apenas 1 hectare e é totalmente autossustentável
No interior do Brasil, um sítio de meio alqueire (cerca de 1 hectare) se transformou em exemplo de autossuficiência total.
Em um cantinho do interior do Brasil, um sítio autossustentável de 1 hectare mostra, na prática, como é possível viver bem na roça, com comida fresca todo dia, energia solar, roda d’água e sem depender de conta de luz ou água da cidade.
Obviamente que com uma estrutura dessa, o local acaba servindo de inspiração para quem deseja trocar o corre urbano por uma vida simples, produtiva e alinhada com a natureza.
Como começou o sítio autossustentável de 1 hectare
O terreno onde mora Valdeir e família, como exibido no vídeo de Lucas Pereira Lima, como plantar milho, hortaliças e criar galinhas garante fartura diária antes um pasto vazio e sem estrutura, foi sendo transformado aos poucos em uma área produtiva e organizada.
Cada pedaço ganhou função clara: plantar, criar animais, armazenar insumos ou gerar energia, sempre com foco em reduzir a dependência de serviços externos.
Perto da casa ficaram as hortas e o jardim produtivo; mais ao fundo, as criações e a represa; no telhado, as placas solares; e na água corrente, a roda d’água.
Assim, o sítio compacto passou a garantir comida, luz e água diariamente, praticamente sem contas no fim do mês.
Como o antigo pasto virou roça produtiva e mesa cheia
A grande virada foi substituir o pasto por uma roça diversa, com plantio o ano inteiro e várias culturas para reduzir riscos.
Mandioca, milho, batata-doce, quiabo, abóbora, tomate, cebola, cenoura, beterraba e frutas como banana, manga e maracujá garantem alimento em quase todas as épocas.
A criação de galinhas complementa o sistema, produzindo em média 10 ovos por dia, parte do milho é usado como ração, e o excedente pode virar renda.
Hortaliças como couve, inhame, pimenta e limão são colhidas a poucos metros da cozinha, onde o fogão a lenha substitui o gás.
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Quais são os principais segredos da rotina nesse sítio autossustentável
Para manter o sítio funcionando, a família organiza tudo em ciclos integrados, reaproveitando insumos e reduzindo lixo.
O milho vira ração, as galinhas fornecem ovos e carne, os resíduos orgânicos voltam ao solo como adubo, e até o óleo de fritura é transformado em sabão caseiro.
Também há cuidado com a estética e a praticidade: jardim e horta se misturam em frente à casa, com flores e plantas comestíveis, formando um espaço bonito, produtivo e fácil de manejar no dia a dia.
Como funcionam a energia solar e a roda d’água no sítio autossustentável
As placas de energia solar instaladas no telhado fornecem eletricidade sem ocupar área de plantio, garantindo autonomia e estabilidade no consumo.
Quando há excesso de geração, o sistema compensa períodos de menor produção, evitando surpresas na conta de luz.
A água vem de uma roda d’água movida por nascente natural, que bombeia para a casa e para a represa sem gasto elétrico.
Esse sistema simples assegura água para consumo, irrigação e piscicultura, com baixa manutenção e grande confiabilidade.
Quais produções garantem comida o ano inteiro nesse sítio
Além da horta e das galinhas, o sítio aposta na piscicultura e em criações variadas, formando um conjunto de produções que se complementam ao longo do ano.
Tilápias e traíras na represa fornecem proteína frequente, enquanto porcos garantem carne que pode ser conservada como “carne de lata”.
A seguir, alguns pilares que estruturam a autossuficiência alimentar do sítio ao longo das estações:
- Horta variada: legumes, verduras e raízes para o consumo diário.
- Pomar: frutas como banana, manga e maracujá para consumo e preparo de sucos e doces.
- Galinheiro: oferta constante de ovos e, ocasionalmente, carne de frango.
- Criadouro de peixes: tilápias e traíras na represa como fonte regular de proteína.
- Criação de porcos: carne preservada em lata, reforçando o estoque por mais tempo.
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