Essa nova fiscalização por câmera gera multa só com base na posição da viseira
Veja o detalhe que dispara autuação automática na hora
Entre as normas de trânsito em vigor no Brasil, a lei do capacete ainda gera muitas dúvidas entre motociclistas e garupas. A obrigatoriedade do uso é conhecida, mas detalhes como tipo de capacete, forma de fixação, viseira, adesivos refletivos e posição de câmera podem resultar em autuações automáticas, registradas por câmeras e sistemas eletrônicos.
O que a lei do capacete determina atualmente no Brasil?
A lei do capacete está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em resoluções do Contran. Ela exige que condutor e passageiro de motos, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos usem capacete de segurança certificado pelo Inmetro e com requisitos como faixas refletivas e sistema de retenção ajustado.
Rodar sem capacete, com ele solto, sem viseira em condições inadequadas ou utilizar equipamento sem certificação é considerado infração grave ou gravíssima. As penalidades envolvem pontos na CNH, multa em dinheiro e possibilidade de retenção do veículo, muitas vezes com autuação baseada apenas em imagens, sem abordagem.
Como funciona a multa automática por uso irregular do capacete?
A multa por capacete pode ser aplicada automaticamente quando a infração é comprovada por fotos ou vídeos de sistemas eletrônicos. Se as câmeras identificam o condutor sem capacete, com a cinta jugular desabotoada ou com equipamento em desacordo, o auto de infração pode ser registrado diretamente, sem blitz.
Esse modelo vale também para outras irregularidades ligadas ao uso do capacete, desde que a imagem permita comprovar a situação com clareza, o que torna o conceito de “multa automática” cada vez mais presente no dia a dia dos motociclistas.

Como a fiscalização eletrônica identifica infrações relacionadas ao capacete?
A fiscalização ocorre por meio de câmeras de monitoramento, radares com videovigilância e sistemas integrados de gestão de tráfego, instalados em vias urbanas e rodovias. As imagens em alta resolução são analisadas por softwares ou agentes em centrais de operação, permitindo flagrar infrações sem contato direto com o condutor.
Quando a foto ou vídeo mostra com nitidez o condutor ou passageiro sem capacete, com o equipamento mal afixado ou em desacordo com as normas, é feito o registro da imagem, identificação da placa e lavratura do auto de infração, associado ao veículo e, depois, ao responsável.
Quais exigências do capacete evitam autuação?
Alguns requisitos básicos ajudam a reduzir o risco de penalidades. O capacete deve estar em bom estado, adequado às normas e corretamente afixado à cabeça, pois pequenos detalhes, como a posição da viseira, podem caracterizar infração. A seguir, alguns pontos observados com frequência na fiscalização:
Selo do Inmetro
Deve estar visível, legível e sem qualquer sinal de adulteração.
Sistema de retenção
Cinta jugular corretamente afivelada e bem ajustada ao queixo.
Viseira ou óculos
Uso adequado, especialmente em vias rápidas e durante a noite.
Faixas refletivas
Adesivos refletivos aplicados conforme exigência do Contran.
Casco em bom estado
Sem rachaduras, trincas ou alterações estruturais que comprometam a segurança.
Quais cuidados práticos aumentam a segurança e evitam multas?
No dia a dia, é fundamental verificar o estado do capacete, o fechamento da jugular, a posição da viseira e a presença dos adesivos refletivos. Profissionais como entregadores e mototaxistas, que circulam mais em áreas com fiscalização eletrônica, tendem a ser mais monitorados e precisam redobrar a atenção.
Além de evitar multas e pontos na CNH, o cumprimento integral da legislação reduz significativamente o risco de traumatismos graves em quedas ou colisões. A lei do capacete foi estruturada a partir de testes de resistência, e seguir suas exigências protege tanto o bolso quanto a integridade física do motociclista.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)