Escritório de ex-secretário de Paes recebeu R$ 1,2 mi do Master
Firma associada a Felipe Santa Cruz foi paga pela instituição financeira enquanto ele chefiava a Secretaria de Governo da Prefeitura do Rio
Documentos fiscais do Banco Master registram transferências de até R$ 1,26 milhão ao escritório de Felipe Santa Cruz, ex-secretário da prefeitura do Rio na gestão de Eduardo Paes. Segundo apuração do Globo a partir de informações do SBT News, os repasses foram feitos enquanto o titular do escritório exercia função pública na prefeitura carioca.
Em declaração ao SBT News, Santa Cruz afirmou que “o trabalho foi feito em conjunto com outros dois escritórios e teve como foco uma atuação junto ao Tribunal de Contas”. Disse ainda não ter participado ativamente das ações. Não apresentou documentação ou detalhamento sobre o escopo dos serviços.
Os pagamentos
O primeiro depósito, de R$ 488.665, foi registrado em 2024. O segundo, de R$ 776 mil, saiu em 2025. Juntos, somam R$ 1.264.665. A firma identificada nos registros fiscais leva o nome do ex-secretário em conjunto com o do advogado Anderson Prezia. Procurado pelo O Globo, o escritório não respondeu antes da publicação.
Trajetória e saída do cargo
O advogado presidiu a OAB nacional antes de ingressar no governo Paes, em 2023, como secretário de Governo. Deixou a função em março de 2026 para subscrever reclamação do PSD ao STF, que pede eleições diretas para o mandato-tampão no Rio.
Em agosto de 2025, Santa Cruz foi alvo de repercussão negativa ao escrever no X que, no “mundo ideal”, a atuação de Jair Bolsonaro mereceria “pena de morte”. Em nota ao O Globo, classificou o comentário como trecho de um debate com apoiadores do ex-presidente e disse ter sofrido “graves ataques” direcionados também à memória de seu pai, Fernando Santa Cruz, desaparecido político da ditadura militar.
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