Erika Hilton pede ao MPF a suspensão da ferramenta Grok
Representação denuncia produção de imagens eróticas por IA do X; plataforma admite “lapsos” e promete corrigi-los com urgência
A parlamentar Erika Hilton (Psol-SP) protocolou uma representação no Ministério Público Federal e acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados. O alvo da ação é o sistema de inteligência artificial Grok, integrado à rede social X.
A congressista fundamenta o pedido na constatação de que o mecanismo produz e divulga “imagens eróticas de mulheres e crianças reais” sem prévia autorização.
A ferramenta permite modificar fotografias para acrescentar vestimentas sumárias, aplicar efeitos de transparência em roupas ou alterar o posicionamento corporal para fins sugestivos. Além disso, o dispositivo possibilita inserir objetos sexuais em registros de pessoas reais.
Investigação e segurança digital
Hilton pediu a interrupção do funcionamento do Grok e de todos os recursos de tecnologia da plataforma em solo brasileiro. A suspensão deve perdurar “até que tudo seja devidamente investigado”, declarou.
A parlamentar afirma que a plataforma está “ultrapassando todos os limites” ao facilitar a distribuição em larga escala de materiais caracterizados como “pornografia infantil”. O perfil oficial do assistente virtual admitiu publicamente a existência de falhas nos protocolos de segurança.
Em comunicado aos usuários, a conta do Grok afirmou que “reconhece lapsos nas salvaguardas” que viabilizaram a elaboração de conteúdos inadequados. A empresa se prontificou a corrigir com urgência, para evitar novas ocorrências dessa natureza.
O posicionamento oficial da rede reforça que “conteúdo de abuso infantil é ilegal e proibido” de acordo com os termos de uso vigentes.
No chatbot, é possível localizar centenas de registros fotográficos manipulados que ignoram as restrições éticas da ferramenta. A ação jurídica busca garantir que a proteção de dados pessoais e a segurança de menores sejam priorizadas.
A Agência Nacional de Proteção de Dados deve avaliar se o processamento de informações pela inteligência artificial respeita a legislação brasileira. O caso segue sob análise para determinar as responsabilidades da empresa de tecnologia.
Leia também: Erika Hilton aciona PGR contra Nikolas e Flávio por apologia a golpe
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Comentários (1)
Rosa
06.01.2026 11:27Cada bobagem.....