Em telefonema, Lula e Macron defendem fortalecimento da ONU
Conversa durou cerca de uma hora e tratou do acordo comercial UE-Mercosul, além da crise na Venezuela
O presidente Lula (PT) conversou por telefone na manhã desta terça-feira, 27, com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o Conselho de Paz criado pelo presidente americano para a Faixa de Gaza.
Segundo o Planalto, os dois reforçaram o papel da ONU (Organização das Nações Unidas) durante a ligação, que durou cerca de uma hora. A França já recuou de sua participação do comitê organizado por Trump, enquanto o Brasil não respondeu oficialmente.
Lula e Macron também discutiram o acordo comercial Mercosul-União Europeia, que enfrenta resistência de agricultores franceses.
“Os dois líderes conversaram sobre a proposta de Conselho da Paz apresentada pelos Estados Unidos. Defenderam, a esse respeito, o fortalecimento das [Organização das] Nações Unidas e coincidiram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”, diz o comunicado do Planalto.
A situação da Venezuela também foi abordada na conversa. Segundo a nota oficial, ambos condenaram o uso da força em violação ao direito internacional.
Trump
Na terça, Lula e Trump conversaram por cerca de 50 minutos.
Segundo o Itamaraty, os dois trocaram informações sobre indicadores econômicos recentes que “apontam boas perspectivas para as duas economias”.
Além disso, Lula sugeriu que o Conselho da Paz de Trump tenha um assento para a Palestina.
Trump, segundo o Itamaraty, destacou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é “positivo para a região como um todo”, e ambos líderes saudaram o “bom relacionamento construído nos últimos meses”.
Durante o telefonema, Lula reiterou uma proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro para fortalecer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado, com foco na repressão à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de organizações criminosas e intercâmbio de informações financeiras. De acordo com a nota oficial, Trump recebeu a proposta “de forma positiva”.
O presidente brasileiro também reiterou a importância de reformar amplamente as Nações Unidas, incluindo a ampliação do Conselho de Segurança com mais membros permanentes — uma reivindicação antiga do Brasil no sistema internacional.
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