Em missa, padre critica caminhada de Nikolas
Vídeo de discurso no Santuário de Aparecida viraliza ao criticar ato político
Durante uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, o padre Ferdinando Marcílio (foto) criticou a caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) até Brasília.
A fala ocorreu em 25 de janeiro e ganhou repercussão nas redes sociais neste fim de semana, com a circulação de vídeos do sermão.
Sem citar o parlamentar diretamente, o padre questionou a motivação do ato político e associou a mobilização à busca por poder.
“Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira. Quer o poder. Acho que você entende o que eu estou dizendo”, afirmou.
A declaração foi feita no mesmo dia em que Nikolas chegou à capital federal após percorrer mais de 200 quilômetros desde Paracatu (MG).
A caminhada reuniu aliados políticos e terminou com uma manifestação em Brasília. Segundo o deputado, o ato tinha como objetivo defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na homilia, o padre também condenou o apoio ao armamento e afirmou ser incompatível com a fé cristã.
“‘Padre, eu sou cristão’, me disse uma pessoa aqui no santuário. ‘Mas eu sou a favor das armas’. Não tem jeito, é impossível. A arma só tem uma finalidade: ferir e matar”, disse.
Ferdinando ainda criticou fiéis que apoiam atitudes que, segundo ele, contrariam o Evangelho.
“Às vezes a gente escuta entre nós aqueles que batem palmas para estas atitudes. Horrível! Anti evangelho, anti cristão. E, por favor, se você está fazendo assim, não entre na fila da comunhão, não, viu? Porque eu não posso comungar a vida e estar a favor da morte.”
Leia também: Nikolas rompe as amarras do bolsonarismo
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Comentários (6)
Marian
02.02.2026 08:27O comunismo é frontalmente incompatível com a fet Cristã. O Decreto católico contra o Comunismo de 1949, perdeu a eficácia?
Jorge Irineu Hosang
02.02.2026 07:33O que todos escrevem aqui contra o Padre, de que religiosos não devam se envolver e/ou comentar política, o que eu não discordo, é lamentavelmente um protesto feito contra os Padres; por que as pessoas não se indignam também contra esse bando de pastores que estão metidos na política (Valadão, Silas Malafaia, Padre Kelmon, et caterva)? A Igreja Católica, finalmente calou Júlio Lancelotti, as demais será que conseguirão calar os seus pastores? O problema no Brasil, é que a militância político-religiosa tomou conta daqueles que deveriam se ocupar de manter a paz mas que ajudam a semear essa guerra político-religiosa. O país não percebe, mas estamos nos encaminhando para, depois de um regime PeTista nos tornarmos talvez uma Teocracia. E o povo? Bem o povo só critica e condena o discurso, quando a crítica vai pro seu político de estimação e, a situação reinante é grave, porque se inflama a polarização e o confronto de dentro de locais onde deveriam ser proclamados a tolerância e a pacificação. A religiosidade e o controle sobre massas de religiosos, virou arma de mobilização política e moeda de troca em balcões de negócios.
Fabio
01.02.2026 22:53Esta na hora dos verdadeiros cristão falarem mesmo desses oportunista. Ainda esse Nikolas que tem ligação com o Pastor V**dão lá da Igreja Lagoinha.
Rogerio Bandeira de Gouvea Machado
01.02.2026 20:21Papa Leão XIV, vai dar uma chamada nele
Rogerio Bandeira de Gouvea Machado
01.02.2026 20:21Bispo de Aparecida e esquerdista da CN, já já o PBB
Marcosrainho.mr@Gmail.com
01.02.2026 20:08ELE DEVIA SOMENTE FALAR DE DEUS.